Nutrição é um processo biológico em que o homem, utilizando-se de alimentos, assimila nutrientes para a realização de suas funções vitais.
Quando ele não sabe bem como fazer isso, é ao nutricionisca que ele recorre.
É importante salientar que o Blog visa como caráter informativo e que para um tratamento adequado, é preciso consultar um nutricionista para um tratamento personalizado.

terça-feira, 6 de março de 2012

Probióticos trazem leves melhorias em gripes e resfriados


De acordo com uma nova revisão probióticos parecem fornecer leve proteção contra muitas infecções do trato respiratório superior

Tomar probióticos parece fornecer a crianças e adultos um leve grau de proteção contra muitas infecções do trato respiratório superior (ITRS), incluindo o resfriado comum, de acordo com uma nova revisão sistemática. Pessoas que consomem probióticos são também menos prováveis de tomarem antibióticos em casos de infecção do trato respiratório superior, segundo a revisão.

Probióticos são alimentos fermentados como iogurte e iogurte de soja. As pessoas também muitas vezes tomam probióticos como suplementos. Os pesquisadores compararam a frequência de resfriados e outras infecções respiratórias em pessoas que consumiram probióticos e pessoas que tomaram placebos, encontrarando uma diferença estatisticamente significativa.

"A Intervenção Probióticos foi melhor do que o placebo na redução do número de episódios de infecções agudas do trato respiratório", disse o co-autor Qiukui Hao " Três dos 14 estudos incluídos em nossa análise também mostraram que probióticos podem reduzir a prescrição de antibióticos. "

Hao é um estudante de medicina na Universidade de Sichuan, na China, onde ele trabalha com pesquisas relacionadas ao chumbo.

Resfriados e outras infecções respiratórias superiores são o motivo mais comum para que as pessoas nos Estados Unidos procurem atendimento médico, dizem os cientistas. O americano médio tem de 2 a 6 resfriados por ano, que geralmente são leves infecções virais que são curadas depois de alguns dias.

Infecções respiratórias superiores incluem também a laringite, amigdalite e faringite, uma inflamação da faringe e a causa mais comum de uma garganta inflamada. Outras frequentes infecções respiratórias superiores são a sinusite aguda e otite média aguda. Os sintomas geralmente são congestão nasal, dor de garganta, rouquidão e tosse.

Os pesquisadores basearam suas conclusões em 14 estudos randomizados controlados que incluiram 3.451 participantes. Mais de dois terços dos participantes eram crianças. A idade média dos participantes foi de 40 anos. Os estudos foram realizados na Austrália, Chile, Croácia, Finlândia, Japão, Espanha, Suécia e Estados Unidos.

Probióticos incluem uma ampla variedade de microorganismos que vivem ativos, tais como bactérias do ácido láctico, também chamadas de lactobacilos e bifidobactérias. A revisão considerou qualquer probiótico, de um único tipo ou de múltiplos, em qualquer nível de dose por mais de sete dias.

Não houve diferença em quanto tempo durou uma infecção respiratória no grupo de probióticos comparado ao grupo que consumiu o placebo. Participantes que tomaram probióticos sofreram menos efeitos colaterais. Esses foram os sintomas principalmente gastrointestinais, como vômitos, flatulência e desconforto ou dor na região inferior intestinal. Quando se estuda todos os dados obtidos, os pesquisadores não encontraram diferenças significativas na ocorrência de efeitos secundários, como entre as pessoas que tomaram probióticos e as que receberam o placebo.

A revisão aparece na edição atual da Cochrane Library , uma publicação do The Cochrane Collaboration, uma organização internacional que avalia pesquisas médicas. Revisões sistemáticas tiram suas conclusões baseadas em evidências sobre a prática médica após considerar tanto o conteúdo quanto a qualidade dos experimentos médicos existentes em um tópico.

Em grego, a palavra "probióticos" significa "para a vida." Qiukui Hao disse que há mais de um século atrás, Elie Metchnikoff, um pesquisador Nobel Prize-winning em imunologia, publicou uma série de estudos que mostraram que a ingestão de micróbios produzidos pelo ácido lático - isto é, os probióticos - poderia ajudar a reparar tanto o trato respiratório e desordens digestivas.

No entanto, estudos mais recentes enfocando os efeitos de probióticos sobre as ITRS foram inconclusivos, disse Hao. "Com o consumo crescente de probióticos em alimentos fermentados ou como suplementos dietéticos, sentimos que a compreensão dos efeitos probióticos no tratamento dessas doenças e seus possíveis efeitos adversos em seres humanos."

Mohamed Mubasher, Ph.D., ex-professor associado de Bioestatística da Universidade do Texas, disse: "O que é interessante sobre esta pesquisa é o fato de que os probióticos, um produto natural, livre de substâncias químicas, e pode, potencialmente, aumentar e melhorar o sistema imunológico humano regulando a produção de bactérias benéficas no organismo. "

Mubasher disse que os autores desta revisão avaliaram competentemente os resultados dos 14 estudos que analisaram. No entanto, acrescentou que as amostras usadas nessas pesquisas eram insuficientes para sustentar as alegações de que ha uma significativa redução da duração de infecções respiratórias.

Ele também observou uma falha reconhecida pelos os autores: adultos idosos não foram incluídos entre os participantes do estudo. À medida que as pessoas envelhecem, seus sistemas imunológicos vão enfraquecendo. Adultos mais velhos podem se beneficiar de forma significativa a partir de melhorias no sistema imunológico, mesmo que leves, como as melhorias que os probióticos parecem oferecer aos mais jovens.

Fonte: Meu Nutricionista

segunda-feira, 5 de março de 2012

Como funcionam os iogurtes feitos com probióticos?


Novo estudo tenta explicar a ação de produtos que contêm bactérias boas para a saúde 

Alimentos funcionais, além de nutrir, podem ajudar na saúde. Os iogurtes com bactérias que ajudam a regular o intestino são alguns dos mais populares entre os consumidores. Eles são chamados de probióticos, por conter microorganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde. O problema é faltam estudos para explicar os processos biológicos que acontecem no trato digestivo para explicar como se dão os benefícios – e quais são eles exatamente.

Um novo estudo feito por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, tentou responder qual é o verdadeiro papel das bactérias probióticas. A pesquisa foi publicada esta semana no jornal científico Science Translational Medicine. O principal autor, Jeffrey I. Gondon, testou um determinado tipo de iogurte em gêmeos e ratos por quatro meses.

O principal resultado do estudo aponta que o uso do iogurte não mudou o funcionamento intestinal, mas alterou o processamento dos carboidratos nos participantes do estudo. Segundo Gondon, talvez essa seja a explicação de como os probióticos ajudam a regularizar o intestino, mas o especialista diz que são necessários mais estudos para confirmar a hipótese. Segundo a assessoria de imprensa da Danone, empresa que apoiou e forneceu o iogurte para os testes, o estudo não é conclusivo, mas é uma ferramenta para que a empresa comprove os efeitos positivos dos iogurtes probióticos.

As promessas de benefícios atribuídas aos iogurtes probióticos são inúmeras. Eles poderiam ser usados para tratar infecções da bexiga, males psiquiátricos, câncer de colon, doenças cardiovasculares, reações alérgicas, sintomas de gripe, para controlar o choro de bebês com cólicas e melhorar a atenção. O benefício dos probióticos mais aceito pelos cientistas é a manutenção do equilíbrio da flora intestinal. Como o consumidor pode saber se está comprando um produto que promete mas não cumpre?

O órgão regulador no Brasil é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),. A agência proíbe que as embalagens anunciem promessas além de “contribui para o equilíbrio da flora intestinal”. Em 2009, a agenência proibiu a propaganda do Actimel, que anunciava aumentar a defesa natural do organismo.

Na Europa, a Autoridade Européia de Segurança Alimentar fiscaliza de perto as reivindicações dos consumidores. A entidade pesquisa entre outras coisas se um probiótico é capaz de ajudar em doenças cardiovasculares. O grupo tem 2.700 processos em andamento e promete uma lista de alegações de saúde que tire as dúvidas dos consumidores.

Fonte: Meu Nutricionista

domingo, 4 de março de 2012

Análise de Suplemento: OxyElite Pro





Como já devem imaginar, OxyElite Pro é outro afamado “suplemento” que entra em nosso país pela porta dos fundos, visto que não tem permissão para ser comercializado legalmente em território nacional.

A Anvisa, órgão que regulamenta o comércio de medicamentos e suplementos no Brasil, é muito rigorosa e não libera a venda de produtos sem baseamento científico. Muito menos substâncias perigosas mascaradas como suplementos.

OxyElite Pro contém menos susbtâncias ativas que seus parentes (Jack3d, Lipo 6, etc), sendo apenas seis tipos. Bauhinia purpurea L., Bacopa monnieri, Extrato de Gerânio ?, Cirsium oligophyllum, e Rauvolfia canescens L. e Cafeína. Olhando pelos vários nomes científicos imagina-se que são extratos vegetais e, como muita gente acredita, extratos vegetais não fazem mal à saúde não é verdade? É natural. É aí que muita gente se engana. Vários extratos naturais apresentam efeitos que, acredito, vocês não vão gostar nada de saber. Querem ver?
 

 Informações nutricionais do OxyElite Pro
 

Bauhinia purpurea L.: é uma planta nativa da China, conhecida também como unha-de-vaca, "orchid tree" e "butterfly tree". Muito utilizada na medicina chinesa como antibacteriana, analgésica, anti-diabética, antiinflamatória, antidiarréica, anticancerígena, nefroprotetora e por regular a atividade de hormônios tireoidianos. Na tireoide, hipoteticamente, seu extrato aumenta a conversão de T4 em T3, que é mais metabolicamente ativo.

Bacopa monnieri: é uma planta comum na medicina tradicional indiana conhecida por melhorar a capacidade cerebral melhorando a transmissão de impulsos nervosos. Possui ação antiinflamatória, antitérmica, sedativa e como agente anti-epiléptico. Sugere-se também que ela afete a produção natural de hormônios da tireoide, estimulando um aumento na produção de T4. Parece que a ideia seria promover um efeito sinergico entre a Bacopa monnieri e a Bauhinia purpurea L. Aumentando a produção de T4 (Bacopa monnieri) e a conversão de T4 em T3 (Bauhinia purpurea L). Lindo isso, mas como disse em outros posts, mexer na função da tireoide sem necessidade clínica não é uma boa ideia.
 
Outros efeitos adversos encontrados foram: toxicidade hepática grave, problemas gastrointestinais, incluindo a frequência aumentada das fezes, cólicas abdominais e náuseas; boca seca, sede excessiva e aumento da frequência urinária, palpitações cardíacas, e a pior de todas, Bacopa monnieri pode afetar a fertilidade masculina.
  
Extrato de Gerânio: Na verdade, coloquei uma interrogação neste ponto, pois ontem eu fiz uma descoberta que eu não sabia sobre ele. A substância que supostamente é encontrada neste extrato já é nossa velha conhecida aqui no blog. A 1,3-Dimetilamilamina. A descoberta que fiz é que a AHPA (American Herbal Products Association), está solicitando que, à partir de janeiro de 2012, produtos que contenham esta substância não associem ou citem no rótulo como óleo de gerânio ou como qualquer parte da planta gerânio. Uma revisão crítica da literatura científica feita pela AHPA determinou que não há provas credíveis de que o componente 1,3-Dimetilamilamina é encontrado em espécies de gerânio. 1,3-Dimetilamilamina, também conhecida como 1,3-metilexano; metilexanoamina; metilexanamina; metilexamina; 4-metil-2-hexanamina, e 2-amino-4-metilexano, foi uma droga descongestionante nasal sintetizado pelo químico Eli Lilly, em 1971 e conhecida como Forthane.
 
Mais recentemente, tem sido utilizada em diversos suplementos alimentares com a finalidade de perda de peso e musculação. É uma substância semelhante a uma anfetamina leve. O mais assustador é que, seus efeitos colaterais não são bem estudados ou conhecidos, e tem havido ambos os relatórios positivos e negativos sobre seus efeitos. O produto foi proibido no Canadá, que geralmente é mais rigoroso em relação a suplementos que a maioria dos países. No fim de 2010 a diretoria da UEFA citou várias substâncias que estão proibidas aos seus atletas participantes, e a Metilexamina está entre elas.

Cirsium oligophyllum: é uma planta encontrada, principalmente, na África e na Europa e, recentemente, começou a aparecer no mundo dos suplementos nutricionais com a alegação de que seu extrato ajuda a perda de peso. Na literatura científica só existe um artigo. Trata-se de um estudo japonês feito com a Cirsium oligophyllum. O estudo sugere que o extrato seria capaz de reduzir a gordura corporal, especificamente a gordura subcutânea através do aumento de atividade da cafeína, promovendo um efeito lipolítico mais potente. Este efeito seria, em torno de, dez vezes maior. Tudo bem que há estudo dando informações, mas convenhamos, somente um. Ainda é cedo para afirmar com certeza este efeito sinérgico.
 
Rauvolfia canescens L: também conhecida como Rauvolfia tetraphylla L. Seu extrato é rico em um composto ativo chamado Rauwolscine, que também é conhecida como α-ioimbina e corynanthidine. É um análogo da ioimbina, mas seus efeitos diferem um pouco. Atua como um bloqueador adrenérgico, exercendo um efeito vasodilatador periférico. Para saber os efeitos da ioimbina leia: Lipo 6 Black – Análise do Suplemento.

Rauvolfia não deve ser ingerida por pessoas que sofrem de depressão, ulcerações ou apresentem tumor da glândula adrenal. Além disso, mulheres que estão amamentando ou grávidas devem evitar esta substância, já que pode passar através do leite materno e pode ter efeitos desconhecidos sobre o feto. Os efeitos colaterais da Rauvolfia incluem congestão nasal, depressão, cansaço e disfunção erétil, depressão grave, aumento de apetite e ganho de peso e sonolência. A operação de veículos ou máquinas pesadas deve ser feita com precaução.
 
  Tamanho da cápsula comparada à uma moeda
 
Cafeína: A cafeína, chamada quimicamente de 1, 3, 7 trimetilxantina, pertence ao grupo das xantinas. É metabolizada pelo fígado e tem efeitos em vários tecidos, como no Sistema Nervoso Central, musculatura esquelética, cardíaca, lisa brônquica, na função renal e no trato gastrintestinal. Ela induz uma estimulação indireta do sistema nervoso, aumentando a excitação dos motoneurônios, facilitando o recrutamento das unidades motoras dos músculos. Além disso, aumenta a atenção, a concentração, melhora do humor, melhora o tempo de reação, aumenta a liberação de adrenalina e noradrenalina, a mobilização de gorduras e seu uso como energia pelos músculos.


 
Informações e avisos quanto ao risco de uso deste produto
 
 
Conclusão:  
 
OxyElite Pro não justifica seu uso. Seus componentes, em sua maioria, não apresentam respaldo científico, a maioria dos estudos encontrados foram feitos em modelos animais, e não foram reproduzidos em humanos. Excluindo a cafeína, nenhuma das substâncias me apresentou garantias reais de que agem na degradação de gordura sem comprometimento da saúde. Assim, não recomendo seu uso. Alimentação adequada, exercícios sérios e disciplina podem promover resultados bem melhores que os esperados pelo uso deste produto.

Fonte: Meu Nutricionista

Fermentação muda efeito de alimentos probióticos


Um estudo que investiga os mecanismos da ação imunológica dos probióticos acaba de apresentar os primeiros resultados, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Um alimento probiótico é aquele que é rico em microorganismos vivos e traz melhorias a seu consumidor, como o equilíbrio microbiano intestinal. A pesquisa, desenvolvida como parte do projeto de doutorado de Cristina Stewart Bogsan, mostrou que a fermentação altera o efeito probiótico na mucosa intestinal. Enquanto o probiótico apenas dissolvido em leite apresenta diminuição da proteção intestinal, o leite fermentado com probiótico teve ativação da mucosa e proteção. Esse efeito depende da bactéria em estudo.

O objetivo era investigar se o efeito benéfico do probiótico alterava-se de acordo com a tecnologia empregada. Ou seja, se o alimento com micro-organismos vivos apenas dissolvido no leite apresentaria o mesmo efeito do que sua versão fermentada, como a indústria alimentícia veicula. “O resultado mostra que é necessária muita prudência do fabricante, das autoridades regulatórias e dos consumidores com relação ao modo pelo qual o probiótico foi incluído no produto para atribuir seu efeito benéfico esperado”, afirma a orientadora da pesquisa, professora Maricê Nogueira de Oliveira, do Departamento de Tecnologia Bioquímico Farmacêutica da FCF.

A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é intitulada Efeito do leite probiótico fermentado na resposta imune celular em cólon de camundongo BALB/c, e teve início em fevereiro de 2009. Foram utilizados 40 animais em dois experimentos realizados de maneira idêntica, em períodos diferentes, para assegurar a veracidade dos resultados.

Cada grupo experimental contava com cinco animais que consumiram leite fermentado e não fermentado por duas semanas. Após esse tempo, os animais foram examinados e comparados, avaliando se havia ou não diferença na mucosa intestinal promovida pela forma de se administrar o probiótico, adicionado ao leite ou fermentado no leite.

Funcionalidade

Cristina observou que “o leite não fermentado apresenta menor produção de muco e infiltrado celular que o leite fermentado. Mudar a funcionalidade desse probiótico exerceu um fator chave na interação alimento funcional hospedeiro e que a resposta imune a esses produtos é diferente”.

Segundo a professora Maricê, “houve aumento da produção de muco e do infiltrado celular e a alteração do padrão de células imunes presentes na mucosa intestinal revelam que não apenas a ingestão do probiótico, mas sim seus metabólitos e ou a modificação de funcionalidade pelo processo de fermentação são fundamentais para exercer o efeito imunomodulador almejado”.

A importância do estudo pode ser verificada pela falta de consenso na forma de administrar cepas probióticas no alimento, seja em cápsulas ou em sachês. “Hoje sabemos que a matriz alimentícia e a tecnologia empregada alteram o efeito que os probióticos têm e, no caso de doenças, diferentes tipos de alimentos podem ser recomendados para o alívio dos sintomas”, conclui a orientadora.

Fonte: Meu Nutricionista

sábado, 3 de março de 2012

Alimentação e rendimento escolar das crianças


A nutrição é essencial para o rendimento dos seres humanos, principalmente na infância, tornando-se necessário estabelecer relações com os agravos que podem comprometer o desenvolvimento físico, social, afetivo e psicomotor da criança.

Crianças desnutridas são limitadas no aprendizado, não respondem à estímulos, tem um menor interesse no ato de brincar e explorar o novo. São crianças sonolentas, que se cansam facilmente e com raciocínio extremamente lento. Já as crianças com sobrepeso ou obesidade possuem dificuldades de relacionamento, dificuldade para desenvolver algumas atividades que necessitem de locomoção corporal, além de sintomas e sinais que podem ser característicos de patologias relacionadas ao excesso de peso.

Estudos mostram que na sala de aula, as crianças com dificuldade em concentração, problemas com a coordenação motora e comprometimento na aquisição do conhecimento, são aquelas que possuem alimentação insuficiente e/ou inadequada. A alimentação é um fator primordial no aprendizado, pois a fome poderá diminuir o rendimento do aluno. 

Além de ensinar, o educador tem papel na sensibilização da importância de uma alimentação satisfatória e adequada, condizente com a realidade de cada criança em idade escolar.   Os educadores devem estar atentos para as crianças que se mostram quietas e apáticas em relação às atividades desenvolvidas em sala de aula, verificando sinais relacionados à carência alimentar. 

O cenário escolar muitas vezes é o único lugar no qual a criança tem a oportunidade de se alimentar corretamente. A alimentação escolar não tem o papel de combater desnutrição e obesidade, mas deve ser a ferramenta que possibilita o aprendizado relacionada à alimentação.  

Aliado a esse fator, os pais devem promover em casa uma boa alimentação, com quantidade e qualidade corretas, para que se seus filhos aproveitem os momentos de estudo com um ótimo rendimento. 

Fonte: Meu Nutricionista

sexta-feira, 2 de março de 2012

Brócolis para combater e controlar o diabetes


As pessoas que sofrem de diabetes precisam seguir uma alimentação controlada, com pelo menos seis refeições fracionadas ao longo do dia, dando preferência aos alimentos ricos em fibras e aos assados, cozidos e grelhados.

É importante também verificar atentamente os rótulos dos produtos industrializados para se certificar de que eles não contêm açúcar (sacarose, glicose) e consumir produtos dietéticos com cautela, sempre seguindo orientação médica. Outras orientações importantes são mastigar bem os alimentos, beber bastante água.

No cardápio, também devem constar alimentos que funcionam como aliados na luta diária contra a doença.

Um deles é o brócolis, que contribui de maneira positiva para a diminuição dos sintomas para quem já possui o diabetes e exerce papel importante na prevenção do problema.

Ele é saudável, saboroso e ainda tem a vantagem de ser pouco calórico. Entre outros nutrientes, o brócolis possui grandes quantidade de cálcio e de vitaminas A e C.

No entanto, a grande arma do vegetal contra o diabetes está no cromo mineral, substância é capaz de melhorar a eficácia da insulina em até cem vezes. Em pessoas que sofrem de diabetes tipo I, o brócolis auxilia na produção de insulina e age normalizando os níveis de glicose no sangue e assim para prevenir consequências do diabetes como a catarata, aterosclerose e hipertensão arterial.

Já para quem tem diabetes tipo II e não é dependente de insulina, consumir o vegetal deixa o organismo mais saudável e assim, não é preciso fazer uso de grandes quantidades de medicamentos antidiabéticos orais.

Para aproveitar os benefícios do brócolis, o ideal é consumir o equivalente a um prato de sobremesa. O modo mais indicado de preparar o vegetal é fervê-lo por um período de 3 a 5 minutos para que não haja perda de nutrientes. Depois, é só acrescentá-lo a saladas ou outros pratos.

Fonte: Meu Nutricionista

quinta-feira, 1 de março de 2012

Pouca proteína = muita gordura corporal


Segundo um novo estudo, pessoas que consomem constantemente mais calorias do que queimam por dia perdem massa muscular e acumulam gordura corporal mais facilmente se suas dietas contêm poucas proteínas e muita gordura e carboidrato.

A pesquisa incluiu 25 pessoas que viveram em um centro de pesquisa cuidadosamente controlado por até três meses, se exercitando muito pouco.

Em dois desses meses, todos os homens e mulheres intencionalmente comeram cerca de 1.000 calorias por dia a mais do que o necessário para manter seu peso, mas consumiram quantidades diferentes de proteínas.

Pessoas designadas para uma dieta de baixa proteína ganharam cerca de metade do peso do que aquelas que fizeram uma dieta padrão ou de alta proteína – mas ganharam uma porcentagem muito maior de gordura corporal, em vez de massa corporal magra, que inclui músculos.

No grupo de baixa proteína, aproximadamente 90% das calorias extras por dia foram armazenadas como gordura corporal, enquanto que nos outros grupos, apenas 50% das calorias adicionadas tornaram-se gordura, e a maior parte do restante foi queimada.

Pessoas que fizeram a dieta de baixa proteína perderam uma média de 0,68 quilos de massa magra, enquanto as pessoas que fizeram dieta normal e de alta proteína ganharam cerca de 2,5 a 3,5 quilos, respectivamente.

Os participantes do estudo eram saudáveis e relativamente jovens (entre 18 e 35 anos), e embora alguns estavam com sobrepeso, nenhum era obeso.

Antes do experimento com a proteína começar, cada um gastou cerca de 2 a 3 semanas com pesquisadores para identificar a ingestão diária de calorias que mantém seu peso atual. Os pesquisadores desencorajaram os participantes a se exercitar.

Na segunda fase do estudo, os participantes foram aleatoriamente designados para uma das três dietas com níveis diferentes de proteína e começaram a comer mais que o necessário. Os cientistas acompanharam o peso corporal e o número de calorias queimadas. A cada duas semanas, os pesquisadores também mediram a massa corporal gorda e a magra usando um tipo de raio-X.

Pessoas no grupo de baixa proteína ganharam cerca de 3,18 quilos, em média, comparado a 5,9 quilos no grupo de proteínas normais e 6,35 quilos no grupo de alta proteína. Todos os três grupos ganharam mais ou menos a mesma quantidade de gordura corporal, mas apenas o grupo de baixa proteína realmente perdeu massa muscular.

As descobertas desmascaram uma teoria de décadas, apoiada por uma pesquisa mais recente, que as dietas de baixa ou de alta proteína podem lutar contra o ganho de peso, enganando o corpo para “dispensar” o excesso de calorias sem armazená-las.

“Você não engana a natureza através da adição ou diminuição de proteína. Não há como enganar os processos metabólicos que armazenam o excesso de calorias como gordura”, explica o autor do estudo, Dr. George A. Bray.

Os resultados sugerem também que o consumo mínimo de proteínas que as autoridades de saúde atualmente recomendam – nos EUA, 46 gramas por dia para mulheres, e 56 gramas por dia para homens – podem não ser suficiente para manter a massa muscular em algumas pessoas.

Os participantes do estudo precisaram consumir, pelo menos, 78 gramas de proteína por dia para evitar perda muscular.

David Heber, diretor do Centro para Nutrição Humana da Universidade da Califórnia em Los Angeles, diz que a maioria das pessoas deve consumir cerca de 20% de suas calorias totais em proteína.

Em comparação, os três grupos do estudo tiveram cerca de 5%, 15% e 25% de suas calorias provenientes de proteínas; as pessoas na dieta de baixa proteína comeram apenas 47 gramas de proteína por dia.

Bater a meta de 20% não exige uma dieta rica em gordura e proteína, no entanto. Ao confiar em alimentos com baixo teor de gordura, mas muita proteína, como carnes brancas, peixes de mar, iogurte e queijo cottage desnatado, as pessoas podem obter proteína suficiente e permanecer dentro de seu orçamento de calorias. “A proteína ajuda a controlar o apetite e manter massa corporal magra”, diz Heber.

No final do estudo, pessoas que tinham comido dieta normal ou alta em proteína queimaram mais calorias enquanto seus corpos estavam em repouso, enquanto o gasto calórico em repouso permaneceu o mesmo para o grupo de baixa proteína.

Segundo pesquisadores, o corpo gasta mais calorias quando constrói músculo do que quando armazena gordura.

Pessoas nos Estados Unidos e outros países industrializados tendem a comer uma dieta rica em gordura e carboidratos e pobre em proteína, e os resultados mostram que consumir em excesso essa dieta leva as pessoas a ganhar gordura.

Além de perder peso, as pessoas que estão com sobrepeso ou são obesas devem consumir proteína adequada e se concentrar em melhorar a sua proporção de gordura corporal para massa muscular magra.

A quantidade adequada de proteínas é cada vez mais importante à medida que envelhecemos, porque as pessoas tendem a perder massa muscular à medida que ficam mais velhas.

Fonte: Meu Nutricionista