Nutrição é um processo biológico em que o homem, utilizando-se de alimentos, assimila nutrientes para a realização de suas funções vitais.
Quando ele não sabe bem como fazer isso, é ao nutricionisca que ele recorre.
É importante salientar que o Blog visa como caráter informativo e que para um tratamento adequado, é preciso consultar um nutricionista para um tratamento personalizado.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Consumo de açúcar de adição por brasileiros preocupa


O açúcar, obtido através da sacarose, pode ser de diversos tipos, como refinado, demerara, mascavo e deve ser fabricado de suco de cana ou de beterraba. O consumo de açúcar é elevado em todo o mundo, devendo, no entanto haver controle, devido ao seu alto valor energético, dentre outros fatores.

Pesquisa recente foi desenvolvida com o objetivo de estimar o consumo de “açúcar de adição” pela população brasileira e verificar a tendência do seu consumo nas últimas décadas. De acordo com os resultados, a participação do açúcar de mesa nos últimos 15 anos foi reduzida, porém a contribuição do açúcar adicionado aos alimentos dobrou, principalmente devido ao consumo de refrigerantes e biscoitos. De forma geral, o consumo de açúcar no Brasil excede de forma elevada a recomendação da Organização Mundial de Saúde.

Outra pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de avaliar a relação entre o consumo de açúcares de adição e a adequação do consumo de nutrientes e grupos alimentares em adolescentes residentes no município de São Paulo. De acordo com os resultados, o consumo excessivo de açúcares de adição se mostrou relacionado à menor adequação do consumo de nutrientes e à menor ingestão de alimentos de alta densidade nutritiva.

Os dados dos estudos evidenciam a necessidade de orientar a população em relação ao consumo de açúcar na alimentação, devendo este ser controlado para não exceder a ingestão energética diária e não prejudicar o consumo de outras fontes alimentares.

Fonte: Blog Nutricionista Camila Ferrabrás Alho

Tem que fazer? Como fazer? Cozinhando para seu filho!


Quando ficamos grávidas, nos preparamos mentalmente para a grande etapa que virá a seguir: SER MÃE!

E todas as mães concordam que é necessário um pouco de renúncia. Renúncia ao sono de noites inteiras, renúncia de poder sair a hora que quiser, no momento que quiser sem planejamento.

Ahhh... o PLANEJAMENTO!

Esse substantivo reina no mundo da maternidade. Com o planejamento, sonhamos com o chá de bebê (ou de fraldas), o quarto do bebê, a ida a maternidade. Uma delícia! Essa renúncia é recheada e coberta de felicidades. 

Mas, na vida das mães, existem coisas que não são exatamente uma delícia, e fazemos porque é preciso. Trocar fraldas seria uma delas. Ouvir músicas infantis 1.000 vezes por dia talvez? Não ter tempo para "fazer nada" ou fazer algo que gostamos. Mas é preciso. E nós como mães, fazemos.

Sabe o que mais é preciso fazer, mas existem algumas de nós que não gosta?

Cozinhar (ou indicar alguém o que cozinhar). Desculpe as super práticas, mas cozinhar, quando somos mães, é preciso. Faz parte do nosso trabalho. Cozinhar é cuidar. Afinal, o que queremos mais que tudo quando ficamos grávidas?

Que nosso filho venha com saúde!

Uma forma super maneira de conseguirmos isso é pela alimentação. Saúde global. Comer a comida de mãe (ou de pai, ou de avó, ou até da babá) faz bem pra alma, agrega, acaricia, nos faz feliz. Garante aquela saúde de ferro, aumenta a imunidade.

E o legal disso tudo, é que se você, mãe, ainda não cozinhou e vai se aventurar,  pode adorar e encontrar uma nova paixão. Se divertir muito. E quando seu bebê crescer só mais um pouquinho, pode ser seu ajudante. É mais uma coisa que você pode aprender com ele ou por ele e depois ensinar para ele.

Quando "perdemos" aquela meia horinha fazendo a papinha, não estamos perdendo nada. Estamos ganhando. E o bebê também.

Claro que sou super a favor de técnicas práticas, como congelar os ingredientes. Quem sabe alguém aí tem uma avó bem bacana que cozinha no domingo, e deixa as comidinhas preparadas? Ou tem alguma funcionária que prepara tudo com extremo carinho?

"Agora, comida pronta todo dia não dá. Não é bom pro seu bebê, não é bom pra você, não é bom pra ninguém!"

Para conseguir dar conta de tudo e ainda cozinhar ou orientar alguém a cozinhar da maneira que você quer, basta uma coisa: o planejamento. Para quem te bebês, para quem tem crianças mais velhas, para quem tem adolescentes, o planejamento faz uma baita diferença quando queremos comer melhor.

Se planeje para as compras, para preparar, para servir. Você verá que não é um bicho de sete cabeças, vai se divertir e fazer o melhor para sua família. Tem coisa melhor?


Beijos e bom apetite!

Fonte: Meu Nutricionista

Beliscar demais entre as refeições põe em risco a reeducação alimentar


Muita gente tem o hábito de beliscar entre uma refeição e outra. Pega uma coisinha aqui, outra ali - e, no fim do dia, a contagem calórica dispara.
Segundo a nutricionista Mônica Beyruti e o endocrinologista Alfredo Halpern, uma coxinha de frango, por exemplo, chega a ter o mesmo valor energético de um prato equilibrado de comida. Por isso, é importante prestar atenção em tudo o que você come.
Lembre-se de ingerir algo a cada três horas, mas sem apelar para os doces, salgadinhos e biscoitos recheados. Frutas, legumes picados, iogurte e castanhas são opções mais saudáveis. 

Quando estiver montando um sanduíche, evite ficar beliscando queijo, presunto ou peito de peru. Uma fatia de queijo amarelo equivale, em calorias, a uma fatia de pão de forma normal ou integral.
Além disso, esse tipo de queijo contém muita gordura. E o que realmente engorda em um sanduíche é a quantidade de recheio, não o pão.
O biscoito água e sal e o pão de queijo também são alimentos calóricos, que não devem ser consumidos em excesso. No segundo caso, quem tem colesterol alto deve redobrar os cuidados. No lanche, opte por um pão de queijo pequeno ou integral, acompanhado de um suco de fruta natural.
Essa pode ser uma opção de café da manhã, para aquelas pessoas que vivem com pressa e acabam beliscando na padaria ou na lanchonete.
Você também pode trocar o suco por um copo de leite, para ter uma fonte de alimento rica em proteínas. 

Ao preparar o almoço ou o jantar, evite deixar muito perto e à disposição potes de sementes, como castanha-do-pará e de caju. As castanhas são fonte de gorduras insaturadas, substâncias muito saudáveis, mas que, se consumidas em excesso, podem engordar.
A melhor hora para comer castanhas é no lanche da tarde. Opte por um mix, mas não ultrapasse meia xícara. Se quiser, beba um suco natural (limonada ou de maracujá) para acompanhar.
Para seguir a dica do programa e fazer pipoca sem óleo no micro-ondas, pegue o saquinho do pão de padaria e coloque três colheres de sopa de milho. Feche bem e leve ao micro na potência alta, por 2 minutos. Acrescente sal, se quiser, mas com moderação. 

Quando comemos carboidratos de rápida absorção, como pão branco e bolacha de água e sal, o índice glicêmico aumenta rapidamente. Isso ocorre da seguinte forma: o açúcar do alimento entra na circulação sanguínea e libera insulina, que transporta o açúcar para dentro das células.
O açúcar, então, gera energia para o corpo. Os alimentos de absorção rápida são digeridos pelo organismo em pouco tempo, ou seja, não dão muita saciedade.

Mas, quando comemos carboidrato e proteína ao mesmo tempo, o índice glicêmico se mantém baixo, deixando a digestão mais lenta e gradual.

Fonte: Meu Nutricionista

Doenças do frio atingem mais os diabéticos


Algumas formas de prevenção podem auxiliar quem tem diabetes a passar esta época do ano com saúde 

Com o clima frio, os diabéticos têm mais probabilidade de sofrer com algumas doenças típicas da estação, entre elas bronquite, pneumonia, alergias, rinites e resfriados. Isto porque o diabetes é uma doença crônica que pode diminuir a imunidade, aumentado a chance de adquirir estas enfermidades.

Além disso, os diabéticos também devem ter alguns cuidados com os pés no inverno. “Se a pele dos pés ficar mais escura ou a temperatura estiver mais fria do que o normal, pode ser sinal de problemas, principalmente em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 ou aqueles que têm diabetes tipo 1 há muito tempo e já apresentam problemas renais e vasculares”, explica a endocrinologista, Dra. Sheyla Alonso, que atua como voluntária na APAD –Associação Paranaense do Diabético. “Com estes sintomas, é aconselhável procurar um médico”, observa.

Alguns cuidados podem auxiliar os diabéticos na prevenção das doenças do frio. “Acima de tudo é necessário que o portador de diabetes tome seus remédios adequadamente e siga a dieta. Além disso, algumas precauções são bem vindas para aumentar as defesas naturais, como manter a casa e o ambiente arejados, livres de poeira e sujeira, evitar a friagem e a exposição ao frio e chuva, levando sempre o “kit inverno”, como casaco e guarda-chuva e manter uma vacinação adequada, tanto os adultos quanto as crianças”, aconselha a Dra. Sheyla.

“Outra forma de prevenção está na alimentação correta, que deve ser rica em verduras, frutas e legumes. É importante também a ingestão de bastante água para facilitar a eliminação da secreção dos pulmões”, ressalta.

Uma vez que o diabético contraia alguma das doenças, é importante que tome sua medicação adequadamente, repouse, tenha uma alimentação saudável e, caso não melhore ou sinta que seu diabetes pode estar aumentando, procure o médico.

Fonte: Meu Nutricionista

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Frutas e hortaliças minimamente processadas: Saiba um pouco mais!


Frutas e hortaliças são extremamente importantes na dieta alimentar. O consumo de destes alimentos tem aumentado significativamente nas últimas décadas em função da sociedade moderna buscar hábitos de vida mais saudáveis.

É cada vez mais comum, em supermercados, encontrar frutas e hortaliças já lavadas, higienizadas e embaladas, prontas para o consumo. São os produtos minimamente processados, que vinculam conveniência e praticidade e conquistam cada vez mais espaço na mesa do consumidor.

No Brasil, o mercado desses produtos também cresceu devido à estabilização da economia, da mudança dos hábitos alimentares dos consumidores, da rotina de trabalho das pessoas e da evolução de sistemas de auto-serviço. As hortaliças e frutas minimamente processadas são comercializadas principalmente em grandes cidades. Dentre as hortaliças amplamente comercializadas na forma de minimamente processadas destacam-se alface, couve e cenoura. 

As diversas tendências de consumo de alimentos, a busca por alimentos mais saudáveis a serem incluídos na dieta do consumidor, seguros, aliados à praticidade e conveniência proporcionadas pelos alimentos prontos contribuíram para o aumento da demanda de frutas e hortaliças minimamente processadas.

Mas do que se trata o processamento mínimo?

O processamento mínimo de frutas e hortaliças refere-se às operações de lavagem, descascamento, corte, sanitização, centrifugação e embalagem, tornando-as prontas para o consumo ou preparo imediato, sem que percam a condição de produto fresco ou in natura. O objetivo do processamento mínimo é proporcionar ao consumidor um produto semelhante ao fresco com vida útil prolongada e, ao mesmo tempo, garantir a segurança microbiológica, mantendo-se a qualidade nutritiva e sensorial.

Os produtos minimamente processados sofrem algumas limitações, principalmente, devido ao custo elevado em relação ao do produto in natura, e à desconfiança dos consumidores em função das alterações de sua aparência, pela oxidação do produto devido a variações de temperatura nos balcões refrigerados de supermercados. É sabido que o processamento de frutas e hortaliças provoca a aceleração da deterioração fisiológica e por micro-organismos, além de alterações bioquímicas, até mesmo quando apenas operações menos agressivas de processamento são usadas, o que pode resultar em perda da coloração, textura e sabor.

Consumidores com intensas rotinas de trabalho podem se beneficiar deste tipo de produtos, que oferecem nutrientes importantes para a saúde, estão prontos para o consumo e preservam as características do produto fresco. Crianças nas escolas, estudantes nas Universidades, homens e mulheres de negócios podem fazer uso destes produtos para melhorar a qualidade da sua dieta. Sendo alternativas preciosas para substituir snacks, salgados, doces ou guloseimas. Muitos consumidores relatam o interesse no consumo destes produtos, entretanto, não adquirem devido ao custo ainda ser elevado. 

Um dos grandes objetivos nesta área é a procura por alimentos que possam ser usados e que transmitam confiança ao consumidor, permitam conservação e a conveniência. É essencial assegurar que o processamento e as transformações tecnológicas não afetem significativamente o valor nutricional e as características sensoriais dos alimentos. Para isso, é preciso que engenheiros de alimentos, nutricionistas e pesquisadores trabalhem em conjunto.

Acompanhe abaixo um quadro com as vantagens e desvantagens das frutas e hortaliças minimamente processadas.


Fonte: Meu Nutricionista

Pular o café da manhã aumenta o risco de diabetes?


Um novo estudo descobriu que pessoas que não tomam café da manhã regularmente têm um risco 21% maior de desenvolver diabetes, mesmo levando em conta fatores como índice de massa corporal e qualidade do café da manhã.

Segundo uma campanha nacional do Ministério da Saúde para detectar a doença no Brasil, pelo menos 14,67% da população com mais de 40 anos pode ser diabética. Isso significa que 3 milhões dos quase 20 milhões de brasileiros testados nos centros de saúde de todo o país apresentam níveis de açúcar acima do recomendável no sangue.

Estimativas indicam que, nos próximos 25 anos, o número de diabéticos pode dobrar em todo o mundo: serão 300 milhões de pacientes.

Em face desses números devastadores, e do fato de que a diabetes é uma doença crônica que não tem cura, embora possa ser controlada, é necessário cada vez mais olhar para seu estilo de vida e alimentação para evitar desenvolver a condição.

A nova pesquisa, publicada no periódico The American Journal of Clinical Nutrition, seguiu 29.000 homens por 16 anos e mostrou que pular o café da manhã aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 (que 2.000 dos participantes desenvolveram).

Outros estudos que também mostram essa ligação sugerem que comer bem de manhã estabiliza o nível de açúcar no sangue durante o dia, ou que consumir muitas calorias à noite aumenta os níveis de açúcar no sangue, que tem tudo a ver com a doença, caracterizada por altos níveis de açúcar no sangue.

Os benefícios do café da manhã

A nutricionista Daniela Jobst explica que, apesar de muitas pessoas acharem que não comer de manhã pode ajudar na dieta, o oposto ocorre. Ter uma alimentação balanceada que leva a perda de peso significa comer a cada 4 horas, e começar pelo café da manhã é imprescindível.
Segundo estudos, entre os benefícios do café da manhã, podemos citar:

* Melhoras no humor, memória e energia para gastarmos ao longo do dia (o café da manhã nos dá mais força e resistência para nos envolvermos em atividade física, e melhora nosso humor e memória);

* Evita a perda de massa muscular e o ganho de peso, e garante refeições mais balanceadas (principalmente porque nos faz comer menos em outros horários, como no almoço, já que comemos bem de manhã);

* Diminui a fome durante o dia e os níveis de colesterol;

* Ativa o metabolismo;

* Evita o depósito de gordura localizada;

* Ajuda nas atividades intelectuais (o café da manha ajuda na concentração e desempenho em sala de aula ou reuniões de trabalho, inclusive dando a adolescentes mais estímulo para resolver problemas);

* Ajuda as pessoas a terem uma dieta nutricionalmente mais completa, com nutrientes, vitaminas e minerais;

* Diminui os riscos de desenvolver diabetes.

Fonte: NY Times

Empresa esconde gordura trans em batata


Um levantamento realizado pela associação de consumidores PROTESTE avaliou 53 alimentos industrializados e constatou que 32% dos produtos apresentaram alto teor de gordura trans, nem sempre deixando a informação clara no rótulo. A batata Pringles, por exemplo, contém gordura trans e não informa no rótulo, segundo a análise. Ao consumir 100 g de batata Pringles o consumidor terá ultrapassado o limite sugerido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - de 2 g para um adulto, ou seja, 1% do valor calórico total da dieta diária. 

Na lista dos alimentos com excesso de trans também estão os biscoitos de polvilho e de chocolate Adria, a torta de frango com queijo congelada Qualitá, a pipoca de micro-ondas Chinezinho e a rosquinha de coco Bom Preço e Mabel. "A função da rotulagem é informar o consumidor e ajudá-lo a fazer escolhas. Nossas pesquisas demonstram que a rotulagem, como está, não funciona adequadamente", comenta a professora Rossana Pacheco da Costa Proença, líder do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da UFSC e orientadora da pesquisa. 

Embora na indústria alimentícia essa gordura seja usada para conservar os produtos e melhorar aparência, aroma, sabor, cor e textura, sua ingestão está associada à obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2 e elevação dos níveis de colesterol ruim. Ou seja, é fator de risco para doenças cardiovasculares. Legalmente, o fabricante pode alegar a ausência de gordura trans quando o teor for menor ou igual a 0,2 g na porção. Na avaliação da PROTESTE, o ideal é que essa conta seja feita por 100 g do alimento, o que nem sempre acontece, induzindo o consumidor ao erro. 

Atualmente, a gordura trans só está presente na tabela nutricional quando ultrapassa 0,2 g na porção indicada pelo fabricante. Isso significa que pela regra vigente um biscoito feito com gordura vegetal hidrogenada e porção sugerida de 30 gramas (o que às vezes equivale a 2,5 biscoitos) tenha sempre o "zero trans" no rótulo. Assim, quem lê apenas a tabela nutricional pode comer 5 ou 10 biscoitos sem saber que está ingerindo gordura trans.

Fonte: Meu Nutricionista