Nutrição é um processo biológico em que o homem, utilizando-se de alimentos, assimila nutrientes para a realização de suas funções vitais.
Quando ele não sabe bem como fazer isso, é ao nutricionisca que ele recorre.
É importante salientar que o Blog visa como caráter informativo e que para um tratamento adequado, é preciso consultar um nutricionista para um tratamento personalizado.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dieta sem lactose não é a mais indicada para quem quer emagrecer, afirmam especialistas

Ao contrário do que o método defende, o leite pode contribuir para a perda de peso.


Dieta sem lactose não é indicada para emagrecer - Foto: Getty Images
Dieta sem lactose não é indicada para emagrecer
A dieta sem lactose consiste em deixar de ingerir o leite e seus derivados, mesmo que as pessoas não tenham intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite. Cortar estes alimentos teoricamente contribuiria para a perda de peso, pois de acordo com alguns profissionais de saúde, a proteína do leite leva ao ganho de peso e a bebida ainda causaria inflamações que favorecem o sobrepeso e a obesidade. 
Porém, conversamos com nutricionistas e nutrólogos que defendem que o leite e seus derivados proporcionam uma série de benefícios para a saúde de quem não tem restrições ao alimento e ainda ajuda a emagrecer. Confira os problemas da dieta sem lactose e entenda por que o alimento é tão importante para uma dieta balanceada.  

O método emagrece?

O argumento dos profissionais que defendem a dieta é que a lactose e a proteína do leite contribuem para o ganho de peso. Contudo, não existe relação entre o leite e os seus derivados e o sobrepeso ou obesidade. "O que acontece é que quando você retira esses alimentos provavelmente irá diminuir as calorias ingeridas e se elas não forem substituídas a pessoa consome menos e irá emagrecer", explica o nutrólgo Roberto Navarro. 
Cortar o consumo de leite e derivados não leva a perda de peso - Foto: Getty Images
Cortar o consumo de leite e derivados não leva a perda de peso
Além de não engordar, o leite pode ajudar a emagrecer, especialmente as versões desnatadas e semi-desnatadas. "Estudos apontam que o cálcio, presente em grandes quantidades no leite e derivados, pode impedir um pouco a agregação de gordura e estimular a sua queima", diz a nutricionista Mariana del Bosco. 
O alimento também proporciona saciedade. "Uma pesquisa cita que a proteína e a gordura saturada do leite tem um efeito maior na saciedade. O estudo observou que pessoas que fazem dieta e não retiram o leite ficam saciadas por mais tempo do que aquelas que deixam de ingerir o alimento", observa Navarro. 

Os mitos sobre o leite e o ganho de peso

Os defensores da dieta sem lactose argumentam que a proteína do leite contribui para o ganho de peso, mas isto não está correto. "Afinal, todas as proteínas, independente da origem, tem um valor calórico definido de quatro calorias por cada grama", constata Narro. 
Outra questão apontada é que o leite causaria o estufamento da barriga. De fato, pessoas que têm intolerância à lactose podem sofrer um estufamento devido à fermentação excessiva e, quando o alimento é cortado, a barriga irá desinchar. Porém, quem não tem intolerância à lactose pode consumir o alimento sem correr este risco. 
O leite pode ajudar a emagrecer - Foto: Getty Images
O leite pode ajudar a emagrecer
Pessoas contrárias ao consumo do leite na alimentação também afirmam que ele causa inflamações no organismo e, consequentemente, favorece o sobrepeso e a obesidade. O leite realmente possui gorduras saturadas e quando estes ácidos graxos são ingeridos em excesso levam a inflamações. "Como tudo na nutrição, sempre pensamos na moderação, quem toma mais leite do que o recomendado terá o excesso de calorias e gorduras e é isto que causará problemas", ressalta del Bosco. 
Por isso, quando consumido na quantidade recomendadas de três porções de lácteos por dia o leite e seus derivados não irá proporcionar maior inflamação no organismo de pessoas saudáveis. 

Os problemas da falta de leite e derivados na alimentação

O leite e os seus derivados são as melhores maneiras de adquirir o cálcio, nutriente essencial para a saúde dos ossos e dentes. "O cálcio presente no leite é o tipo mais fácil do nosso organismo absorver do que aquele dos alimentos de origem vegetal, como o brócolis", explica del Bosco. 
A falta de leite e derivados pode favorecer a osteoporose - Foto: Getty Images
A falta de leite e derivados pode favorecer a osteoporose
A falta de quantidades adequadas de cálcio no organismo aumenta os riscos de osteoporose, doença que ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo, se os ossos não se renovam como deveriam, ficam cada vez mais fracos e finos, sujeitos a fraturas. 
O leite e seus derivados também são a maior fonte de lactobacilos. Essas substâncias são necessárias para a manutenção da microbiota intestinal, quando ela funciona corretamente diminuem as chances de prisão de ventre, formação de gases que causam o estufamento no abdômen e a absorção de vitaminas e minerais é melhor. 

Os problemas da falta de leite e derivados para o adolescente

A falta de cálcio nos adolescentes pode gerar uma série de problemas de saúde - Foto: Getty Images
A falta de cálcio nos adolescentes pode gerar uma série de problemas de saúde
A dieta sem lactose pode ser extremamente prejudicial para o adolescente saudável. Isto porque a densidade óssea que você irá conseguir irá depender do quanto de cálcio será ingerido até os 20 anos de idade. "Dos 0 aos 20 anos é o momento em que as pessoas precisam ingerir boas quantidades de cálcio. Caso o leite seja retirado da dieta sem ser substituído por outras fontes de cálcio as chances de osteoporose aumentam", alerta Navarro. 

Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Betacaroteno contribui para pele saudável e protege a visão

Nutriente também é importante para os ossos, imunidade, cabelos e unhas.

Cenoura é uma grande fonte de betacaroteno - Foto: Getty Images
Cenoura é uma grande fonte de betacaroteno
Betacaroteno é um carotenoide. Carotenoides são pigmentos naturais encontrados em plantas e responsáveis pelas cores vibrantes de algumas frutas e legumes, como a cor laranja da cenoura, o vermelho do caqui, e o amarelo intenso da manga. Uma vez ingerido, o betacaroteno pode ser convertido em vitamina A (retinol) ou agir como um antioxidante para ajudar a proteger as células dos efeitos nocivos dos radicais livres. 50% da vitamina A no corpo vêm da ingestão de betacaroteno, por isso ele é chamado de "pró-vitamina A", ou seja, o betacaroteno é um precursor para a produção de vitamina A no organismo.  
A vitamina A pode ser obtida de duas formas. Aquela que é ingerida em alimentos de origem animal é chamada de retinol, e pode ser usada diretamente pelo corpo. Boas fontes de vitamina A-retinol incluem fígado de frango e de boi, leite integral e queijo. A vitamina A obtida de frutas e legumes vem sob a forma de carotenoide ou "pró-vitamina A", que é convertido em retinol pelo organismo. 
Além de sua ação antioxidante, o betacaroteno ajuda a manter a pele saudável e também desempenha um papel vital na saúde ocular, reduz o risco de doença coronariana, acidente vascular cerebral, degeneração macular e outras doenças relacionadas com a idade. Por sua ação antioxidante o betacaroteno fortalece o sistema imunológico, o que contribui para o bom funcionamento dos pulmões e do sistema respiratório em geral, ajudando na prevenção de gripes e resfriados. 

Benefícios comprovados do betacaroteno

Aliado da pele: O betacaroteno ajuda no combate aos radicais livres que envelhecem a pele e colabora para preservar o colágeno, o que aumenta a elasticidade e a tonicidade dela. 
Além disso, o betacaroteno contribui para um belo bronzeado. Isto porque ele ajuda na formação de melanina, responsável pela pigmentação da pele e proteção contra a radiação solar. 
O betacaroteno ajuda na uniformização do bronzeado, que ocorre de forma mais rápida e eficiente. Comer uma cenoura diariamente, tomar suco de laranja com beterraba e caprichar em saladas com folhas verde-escuras, ajuda a deixar a pele dourada devido aos carotenoides presentes nesses alimentos. Há mais de 600 pigmentos carotenoides encontrados em frutas e vegetais de cor verde, vermelha, laranja e amarela. Estes carotenoides são produzidos pelas plantas como uma forma de defesa à radiação solar e as pessoas também se beneficiam de sua ação antioxidante e protetora do DNA celular. 
Bom para os ossos: O betacaroteno ajuda no crescimento ósseo estimulando a produção de colágeno, que faz parte da matriz óssea para fixação dos minerais como cálcio, fósforo, magnésio e boro. 
Bom para a visão: O betacaroteno protege a superfície ocular (córnea) e as estruturas que compõem o olho. Esta ação melhora o olho seco e algumas conjuntivites inflamatórias. Ele é essencial para a visão e pode contribuir para reduzir a incidência de catarata junto com outros antioxidantes. 
Espinafre é rico em betacaroteno - Foto: Getty Images
Espinafre é rico em betacaroteno
Bom para a imunidade: Betacaroteno aumenta a capacidade do sistema imunológico, e assim as nossas defesas ficam mais competentes na luta contra micro-organismos invasores. 
Bom para o cabelo e as unhas: Como o betacaroteno contribui para preservar o colágeno, ele ajuda a pele e o cabelo a ficarem mais saudáveis. 

Deficiência de betacaroteno

Deficiência de betacaroteno e vitamina A é muito comum nos países em desenvolvimento, onde é a principal causa de problemas de visão e cegueira evitável em crianças de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Os sinais de deficiência incluem cegueira noturna, olhos secos ou inflamados, perda de cabelo e irritação da pele. O betacaroteno e a vitamina A podem ser dosados no sangue para detectar a deficiência. 

A deficiência de betacaroteno reduz a capacidade antioxidante do corpo, pode prejudicar a visão e levar à cegueira, baixa a imunidade, prejudica o viço da pele, enfraquece unhas e cabelos e deixa de proteger o aparelho cardiovascular. 

Fontes de betacaroteno

As melhores fontes de betacaroteno são: cenoura, abóbora, batata-doce, espinafre, couve, pimentão vermelho, mamão, caqui, manga, melão, melancia, damasco, goiaba e tangerina. 
Atingir boas quantidades de betacaroteno na alimentação é fácil. 100 gramas de cenoura crua contém 4 vezes a recomendação diária do nutriente. Já 100 gramas de batata doce tem 6 vezes a orientação de betacaroteno do dia. Por isso, para manter os níveis corretos de betacaroteno basta ter uma alimentação variada, com frutas, legumes e verduras sendo consumidos diariamente. 
Para aumentar a absorção e a biodisponibilidade do betacaroteno é sempre interessante incluir algum alimento gorduroso na refeição, como castanhas ou nozes no suco, e azeite na salada, no legume cozido e na sopa. 

Quantidade recomendada de betacaroteno

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (National Institutes of Health) recomenda a ingestão diária de 3.000 UI (unidades internacionais) para homens; 2.300 UI para mulheres; 1.320 UI para crianças com 0-6 meses de idade; 1.650 UI para crianças com 7-12 meses de idade; 1.000 UI para crianças com 1-3 anos; 1.320 UI para crianças com 4-8 anos; 2.000 UI para crianças com 9-13 anos.  

Suplementos de betacaroteno

O uso do suplemento de betacaroteno é recomendado quando são detectados os sintomas da deficiência do nutriente. No caso de pessoas que não ingerem frutas e vegetais a suplementação pode ser necessária, contudo, ela deve ser feita sempre com a orientação médica.  

Riscos do consumo em excesso de betacaroteno

Os riscos do excesso de betacaroteno são a hipercarotenemia, ou seja, a pele alaranjada, que é reversível após parar de usar o suplemento. Excesso de vitamina A sintética (não confundir com betacaroteno) em medicamentos como a isotretinoína (usado no tratamento de acne) pode causar problemas no fígado e até defeitos congênitos em bebês. 

Combinando o betacaroteno

É importante ingerir fontes de betacaroteno e também de vitamina C e de vitamina E. Isto porque os três nutrientes possuem forte ação antioxidante e agem de forma conjunta para proporcionar este benefício. 
Abóbora é uma boa fonte de betacaroteno - Foto:Getty Images
Abóbora é uma boa fonte de betacaroteno
As fontes de vitamina C são frutas e vegetais, sendo que as principais fontes são goiaba, kiwi, morango, goji berry, laranja, cranberry, caju, brócolis, couve de Bruxelas e pimentão. Já a vitamina E pode ser encontrada em diversos alimentos e óleos, como nozes, sementes e óleos vegetais como o azeite. 
Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Triptofano previne e ajuda no tratamento da depressão e do estresse

Aminoácido também melhora o humor, contribui para uma boa noite de sono e reduz a hiperatividade.

Triptofano ajuda a melhorar o humor - Foto:Getty Images
Triptofano ajuda a melhorar o humor
O triptofano é um aminoácido essencial utilizado pelo cérebro, juntamente com a vitamina B3, a niacina (ou niacinamida) e o magnésio, para produzir a serotonina, um neurotransmissor importante nos processos bioquímicos do sono e do humor. Por ser um aminoácido essencial, nosso corpo não é capaz de produzir o triptofano e é preciso ingeri-lo por meio da alimentação. 
O triptofano é um aminoácido que ao ser ingerido pode seguir 2 vias: ficar na corrente sanguínea ou ser levado para o sistema nervoso central (SNC) onde será convertido em serotonina. Porém, para que o triptofano entre no SNC é preciso ultrapassar a barreira hematoencefálica. Para que isto ocorra é necessário um transportador de aminoácidos, ou seja, existe uma competição com os outros aminoácidos do alimento ingerido na absorção. 
Além disso, o triptofano contribui para o crescimento normal e síntese proteica e é um dos aminoácidos que estimula a secreção de insulina e hormônio do crescimento. 

Benefícios comprovados do triptofano

Previne e ajuda no tratamento da depressão: Diversas pesquisas apontam uma relação entre o equilíbrio do triptofano na formação da serotonina e a prevenção e tratamento da depressão. 
Por quase três décadas, a serotonina tem sido reconhecida como o neurotransmissor de importância central na depressão. Praticamente todas as drogas em uso hoje visam elevar os níveis de serotonina nas sinapses, onde as células nervosas se comunicam. 
O reforço e equilíbrio da serotonina cerebral por meio do consumo de triptofano é uma abordagem inovadora para a depressão que está ganhando atenção, especialmente com a descoberta de que pacientes com depressão forte têm baixos níveis de triptofano. 
Previne e diminui o estresse: O triptofano ajuda a reduzir marcadores bioquímicos do estresse, em particular o hormônio cortisol, que apresenta muitos efeitos adversos no corpo humano. 
Como mais uma prova, a diminuição de triptofano aguda em pessoas com transtorno de ansiedade ou com transtornos pós-traumático levam a um agravamento temporário dos sintomas. 
Ovo é uma boa fonte de triptofano - Foto: Getty Images
Ovo é uma boa fonte de triptofano
Aliado do sono: As duas principais biomoléculas envolvidas no sono são o neurotransmissor serotonina e o hormônio melatonina. Ambos são produzidos naturalmente no corpo a partir do aminoácido triptofano. 
Estudos mostram que pessoas que dormem pouco são mais propensas a consumir gorduras ou açúcares refinados, comer menos porções de vegetais, e de ter refeições irregulares. Ou seja, uma alimentação mais nutritiva, com alimentos ricos em triptofano, ajuda sim pessoas com dificuldade para dormir. 
Diminui a hiperatividade: Um estudo realizado na Suécia mostrou que as crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade tem quase 50% menos triptofano que crianças normais. Afinal, o triptofano é precursor da serotonina, substância sedativa e calmante que diminui a hiperatividade. 
Melhora o humor: O triptofano pode melhorar o humor e reduzir a agressividade das pessoas. Pesquisas mostram que uma diminuição nos níveis de triptofano desencadeia uma queda correspondente na produção de serotonina no cérebro e pode afetar o humor. 

Deficiência de triptofano

A deficiência de triptofano pode causar baixos níveis de serotonina e assim favorecer a insônia, depressão, ansiedade, impulsividade, irritabilidade, incapacidade de concentração e crescimento deficiente em crianças. 

Fontes de triptofano

Os alimentos fontes de triptofano são: peixes, peru, ovo, nozes, castanhas, leguminosas (feijão azuki, lentilha, soja), semente de abóbora, levedo de cerveja,linhaça, aveia, arroz integral, chocolate amargo e queijo tofu. 

Quantidade recomendada de triptofano

Segundo o Natural Medicine Journal, 1 a 6 gramas de triptofano por dia pode ser usado como um suplemento para ajudar a tratar a depressão. Uma revisão realizada pela revista de psicofarmacologia, mostrou doses de 1 a 15 gramas como opções para melhorar insônias. 

Suplemento de triptofano

Os benefícios do triptofano podem ser encontrados tanto na suplementação quanto nos alimentos. No entanto, os alimentos são compostos por outros aminoácidos que competem pelo mesmo transportador para ultrapassar a barreira hematoencefálica. O suplemento de triptofano pode ser usado para aliviar a ansiedade, depressão e problemas para dormir, mas só pode ser ingerido após orientação médica. 
Peixes são boas fontes de triptofano - Foto: Getty Images
Peixes são boas fontes de triptofano
O uso do suplemento de triptofano não é orientado para gestantes, lactantes, pessoas com doenças cardiovasculares e tumores carcinoides. 

Riscos do consumo em excesso de triptofano

O excesso de triptofano só ocorre por meio da suplementação. Quando há apenas o excesso de triptofano não há relatos de toxicidade, mesmo com o consumo a longo prazo. Porém, grandes quantidades desta substância combinada com medicamentos inibidores seletivos da receptação da serotonina ou inibidores seletivos de recaptação da serotonina e noradrenalina pode causar a síndrome serotoninérgica. Esta síndrome é um conjunto de sinais e sintomas que tem origem no aumento abrupto de serotonina, substância química produzida no cérebro. A síndrome da serotonina ocorre quando a sinapse (a comunicação entre dois neurônios) é estimulada acima do desejável. 
Fonte: Minha Vida

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Nove sucos que deixam o corpo mais saudável

Eles protegem contra o câncer, cansaço e falta de memória.

Gostosos, refrescantes e vitaminados, os sucos de fruta não podem faltar quando o clima fica mais quente. Eles são a opção mais saudável para manter o corpo hidratado e em forma. Mas é importante ressaltar que não adianta nada tomar sucos de caixinha o aqueles que vêm em pó. Os verdadeiros amigos da saúde são os naturais ou de polpa. 

"Sozinhos, os sucos não previnem doenças, mas quem tem uma alimentação balanceada, pratica atividades físicas e também consome a bebida das frutas pode favorecer a saúde", explica a nutricionista Carla Fiorillo, da Unifesp. A seguir, você confere as nove bebidas campeãs em blindar o organismo e deixar o corpo mais saudável para o clima quente.  

suco de romã - Foto Getty Images

Suco de romã

A romã possui uma série de propriedades que ajudam a baixar os níveis de colesterol ruim, o LDL, em nosso sangue. "Os antioxidantes presentes nessa fruta também dissolvem as placas de gordura que se formam nas paredes da artéria, diminuindo assim as chances de derrames e infartos", diz Carla Fiorillo. 

Como ela ainda não é muito fácil de encontrar, e o preço não é dos mais baixos, existem algumas frutas, com as mesmas propriedades, que são ótimas substitutas pois tem efeito parecido no organismo. Uma delas é a melancia, que também é enriquecida com fibras, vitaminas A e C, além do complexo B. 

A romã pode ainda trazer benefícios à saúde masculina. De acordo com um estudo feito pela Universidade da Califórnia, ela possui um coquetel de substâncias químicas que parecem barrar a evolução do câncer de próstata e, potencialmente, matar as células cancerígenas.  

suco de maçã - Foto Getty Images

Suco de maçã

Por ser rico em acetilcolina, esse suco tão popular pode ajudar a manter a saúde do cérebro em dia. Essa substância é responsável para a manutenção da memória e de funções cognitivas. "Vários estudos recentes mostram que a maçã é uma fruta que previne o Mal de Alzheimer, já que os níveis baixos de acetilcolina estão ligados ao desenvolvimento dessa doença", diz Carla Fiorillo. 

Outra propriedade importante da maçã é a quantidade de fibras que ela possui. Em sua casca podemos encontrar fibras insolúveis, que ajudam no processo de digestão. Já em sua polpa são encontradas fibras solúveis, que é mais rapidamente absorvida pelo organismo e facilita o transporte de nutrientes para as células.

suco de açaí - Foto Getty Images

Suco de açaí

Um dos mais famosos alimentos do verão, o açaí normalmente é consumido em forma de creme, e não de suco. "O açaí é, em geral, incrementado com acompanhantas, como frutas e granola, tornando essa mistura muito calórica", diz Carla Fiorillo. Mas em forma de suco, a fruta torna-se mais saudável, sem perder os nutrientes, como antioxidantes, vitaminas que fazem da fruta um aliado contra vários tipos de câncer. 

Um estudo feito pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que beber suco de açaí diariamente pode ajudar a prevenir o desenvolvimento e a disseminação de células cancerígenas, já que ele possui antioxidantes que impedem a ação de radicais livres em nosso organismo.  

suco de laranja - Foto Getty Images

Suco de laranja

Ele está entre os mais consumidos pelos brasileiros. "O suco da laranja contém um antioxidante chamado hesperidina, que melhora a função dos vasos sanguíneos, ajudando a reduzir o risco de doença cardíaca", explica a nutricionista. De acordo com pesquisa realizada nos Estados Unidos, homens que beberam 500 mililitros de suco de laranja por dia, apresentaram pressão arterial mais baixa do que aqueles que tomaram um suplemento antioxidante. 

O suco é bem vindo para prevenir a formação de cálculos renais. Isso porque, os suplementos de citrato, substância encontrada em sucos cítricos, como o de laranja, limão e tangerina, podem ajudar a retardar a formação de pedras nos rins.

A vitamina C, nutriente que ajuda o sistema imunológico, também é encontrada em grande quantidade na laranja, tornando-a uma das frutas mais importantes na prevenção de gripes, resfriados, fraquezas e infecções. 

Para tirar melhor proveito de todos esses benefícios, o mais interessante é consumir o suco fresco, logo após ele ter sido preparado. "Os antioxidantes da laranja são os fotossensíveis, e perdem sua ação depois que ficam expostos à luz. Por isso, quanto antes você tomar o suco, mais efeito ele terá em seu organismo", explica Carla Fiorillo. 

Suco de uva roxa - Foto Getty Images

Suco de uva roxa

O famoso efeito benéfico que consumir um copo de vinho tinto traz para a saúde também pode ser aplicado ao suco de uva. "Assim como o vinho, o suco de uva roxa contém polifenois e atoxinas, poderosos antioxidantes que controlam o colesterol e protegem o coração e todo o sistema circulatório", diz Carla Fiorillo. 

Um estudo realizado por psiquiatras da Universidade de Cincinnati descobriu que consumir um copo diário de suco de uva melhorou a memória dos pacientes significativamente em comparação com os que não tomaram nenhum tipo de substância graças aos polifenois contidos nas uvas. 

suco de abacaxi - Foto Getty Images

Suco de abacaxi

Este suco está entre os mais refrescantes da lista, principalmente se for adicionado a ele algumas folhas de hortelã. O fruto contém enzima bromelina, que ajuda o organismo a digerir proteínas e regula o funcionamento do intestino. Outra característica importante da bromelina encontrada no abacaxi é sua ação anti-inflamatória e anticoagulante. 

Mas os benefícios que a fruta traz não param por aí. Estudos feitos pela Universidade do Texas dizem que comer abacaxi ou tomar o suco protege os ossos da osteoporose, pois a fruta é rica em manganês, um mineral que fortalece os ossos.  

Suco de cereja - Foto Getty Images

Suco de cereja

Estudos recentes da Universidade de Northumbria, no Reino Unido, têm mostrado que os corredores que beberam suco das cerejas duas vezes por dia durante cinco dias antes de correr na Maratona de Londres, obtiveram uma recuperação muito mais rápida e não sofreram tanto com dores musculares. "A cereja tem grandes quantidades de potássio, fibras e vitamina C, nutrientes importantes para o corpo, e que podem acelerar o processo de recuperação muscular", diz a nutricionista Carla Fiorillo. 

Além disso, a pesquisa ainda sugere que o suco de cereja pode ajudar a aliviar as dores de quem sofre de gota, por ajudar o organismo a excretar o ácido úrico, grande causador dos incômodos característicos da doença.

Suco de tomate - Foto Getty Images

Suco de tomate

O consumo de suco de tomate não é tão comum, mas os benefícios que ele pode trazer são muitos. Assim como o tomate na salada, o suco dessa fruta traz grandes quantidades de licopeno - antioxidante que previne contra câncer de próstata e de mama-, vitaminas A e complexo B, fósforo, potássio, cálcio e magnésio, que assumem papel importante na formação dos ossos e combatem a osteoporose, além de ácido fólico e frutose. 
Água de coco - Foto Getty Images

Água de coco

Não é exatamente um suco, mas essa bebida não pode ficar de fora, principalmente com a chegada do calor. A água de coco é rica em potássio, fósforo e outros sais minerais essenciais para que o corpo continue hidratado como um todo. Essa hidratação serve tanto para evitar problemas como cãibras, dores de cabeça, desmaios e para deixar a pele mais hidratada e protegida do sol. A flora intestinal também agradece o consumo da água de coco. Os sais minerais que ela possui ajudam na digestão, agindo contra o intestino preso. 

A água de coco não é tão calórica quanto se imagina. De acordo com a nutricionista Lucinete Regina de Souza, o verdadeiro perigo está no próprio fruto. "O que tem mais calorias é a polpa da fruta, sendo que um pedaço pequeno ( 15 gramas ) dela tem 99 kcal, e 200ml da bebida tem 40 kcal", afirma Lucinete.

 No entanto, algumas pessoas precisam tomar cuidado com seu consumo. "as pessoas com diabetes ou outro tipo de restrição devem consumir sob orientação de um profissional", ressalta. 

Fonte: Minha Vida

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Entenda as causas da dificuldade para engordar

Diabetes, depressão, anorexia e excesso de uma proteína são algumas das causas.


A obesidade é um problema de saúde publica, de difícil controle, mas por mais paradoxal que pareça, há pessoas que "lutam" muito para engordar e não conseguem. 
É importante começar esclarecendo a definição da magreza. O índice de massa corpórea, (IMC) que se obtém através do cálculo do peso dividido pela altura ao quadrado, quando abaixo de 19 kg/m² indica um indivíduo magro. A magreza causa muita preocupação quando o IMC é menor do que 17, contudo devemos valorizar se esta pessoa sempre manteve um peso mais baixo, mas é saudável (essa magreza é o biótipo da pessoa) ou se houve um emagrecimento recente, por exemplo, perdeu 6 quilos em 2 meses, sem mudar hábitos alimentares de modo significativo ou potencializar atividade física. 
Em relação aos "magros de ruim", aqueles que comem o que bem entendem e não engordam, existem várias teorias. A mais relevante é a ação das UCPS (uncoupled proteins) ou proteínas desacopladoras, que quando em grande quantidade dissipam a energia consumida pelo aumento na forma de calor e ai não ocorre armazenamento na forma de gordura. Sabe-se que os magros têm maior quantidade de UCPS quando comparados aos gordinhos e por isso, comem mais e não engordam. 
Entre as causas para não conseguir engordar, estão: doenças da tireoide (hipertireoidismo), doenças da adrenal, diabetes descompensado, infecções, cânceres dos mais diversos tipos, anorexia, AIDS, depressão. 
A primeira abordagem para tratar a pessoa que quer ganhar peso é rever a alimentação e aumentar o aporte de alimentos energéticos, ou seja, das calorias, mas também sem perder de vista a ingestão de alimentos saudáveis: proteínas e gorduras boas. Outro ponto importante é observar a composição corporal, para que ocorra um ganho de peso não só às custas de gordura. Incluir exercícios que utilizam pesos, como a musculação, ajuda a aumentar o peso às custas de massa muscular. 
Para que a magreza seja melhor avaliada e não esconda uma desnutrição, na dúvida, consulte um médico ou nutricionista.  
Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Iodo é essencial para o crescimento e o metabolismo

O mineral também ajuda o corpo a eliminar toxinas e é aliado do coração.

Sal iodado é a principal fonte de iodo - Foto: Getty Images
Sal iodado é a principal fonte de iodo
O iodo é um mineral necessário para a síntese dos hormônios tireoidianos que irão regular as funções do organismo, sua deficiência pode levar ao bócio e seu excesso pode causar intoxicação. 
O funcionamento correto da glândula tireoide depende do iodo. Esta glândula por sua vez sintetiza os hormônios tiroxina (T3) e triiodotironina (T4). Estes hormônios têm diversas funções no nosso organismo. Atuam no crescimento físico e neurológico, no metabolismo basal, na manutenção da temperatura corporal, controlam o metabolismo da oxidação celular, o metabolismo dos lipídios, dos hidratos de carbono, das proteínas, da água e de alguns minerais. O iodo também é importante no funcionamento de diversos órgãos como o coração, o fígado, rins e ovários. 

Benefícios comprovados

Essencial para o crescimento: O iodo é essencial para o funcionamento da glândula da tireoide, que irá sintetizar hormônios que agem no crescimento físico e neurológico. Uma ingestão suficiente de iodo no organismo ainda irá fazer com que o cabelo e as unhas tenham um crescimento saudável. 
Elimina toxinas: O iodo ajuda a eliminar toxinas que estão no corpo. É especialmente eficaz contra certos produtos químicos e tóxicos, como mercúrio, chumbo e flúor. 
Importante para o metabolismo: O iodo é essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos. Esses hormônios atuam no metabolismo basal, dos lipídios, dos hidratos de carbono, das proteínas, da água e de alguns minerais. Eles também agem na manutenção da temperatura corporal. 
Importante para o coração e outros órgãos: Por ser necessários para a síntese dos hormônios tireoidianos, o iodo auxilia na regulação do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Pelo mesmo motivo, o iodo também é essencial para o funcionamento do fígado, rins e ovários. 

Deficiência de iodo

O consumo insuficiente de iodo está relacionado a doenças como hipotireoidismo, problema no qual a glândula da tireoide não produz hormônios suficientes para a necessidade do organismo, bócio endêmico, que é o aumento anormal da glândula da tireoide, deficiência mental, aumento da mortalidade infantil e infertilidade. 

Algas são boa fonte de iodo - Foto: Getty Images
Algas são boa fonte de iodo
A deficiência de iodo é especialmente preocupante para as gestantes. Afinal, nesta fase é essencial que a glândula da tireoide funcione direito, principalmente nas 12 primeiras semanas, período em que alguns hormônios da futura mãe diminuem e outros passam a ser fabricados, a placenta começa a se formar e o bebê desenvolve seus principais órgãos. A falta de cuidado com o hipotireoidismo pode causar parto prematuro, defeitos neurológicos, QI abaixo do normal, surdez e até aborto do feto.  

Fontes de iodo

AlimentoQuantidade de iodo - mcg
Sal iodado (6 g - uma colher de chá)444
Camarão (100 g)90
Algas (100 g)60
Ostras (100 g)38
Badejo (100 g)30
Atum (100 g)30
Bacalhau (100 g)20
Aipo (100 g)15
Agrião (100 g)15
Caranguejo (100 g)13
Salmão (100 g)11
Leite de vaca (100 g)11
Arenque (100 g)10
Alho (100 g)9
Carne bovina (100 g)5,3
Fígado de boi (100 g)5
Aveia (100 g)4
Arroz (100 g)3,6
Sardinha (100 g)3,5
Fontes consultadas: Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999. Tabela Taco de Composição de alimentos de 2006. 

Quantidade recomendada de iodo

A quantidade média recomendada de iodo para cada idade de acordo com a Organização Mundial de Saúde é: 
  • Crianças de 0 até 1 ano: 90 microgramas (mcg) por dia ou 15 mcg/kg/dia
  • Crianças de 1 ano a 6 anos: 90 mcg por dia ou 6 mcg/kg/dia
  • Crianças de 7 a 12 anos: 120 mcg por dia ou 4,0 mcg/kg/dia
  • Adolescentes e adultos: 150 mcg por dia ou 2,0 mcg/kg/dia
  • Gestantes e lactantes: necessidades chegam a 200 mcg por dia ou 3,5 mcg/kg/dia.

Suplemento de iodo

A suplementação de iodo só pode ser orientada por um médico e é feita quando se constata a carência desta substância no organismo. 
Ostras são boas fontes de iodo - Foto: Getty Images
Ostras são boas fontes de iodo
As grávidas e as mulheres que amamentam necessitam de maiores quantidades de iodo por dia. Isto porque seu organismo exige mais iodo para funcionar corretamente, os rins eliminam mais e é preciso transferir hormônios e iodo para o feto. Uma alimentação variada e equilibrada permite que as grávidas atinjam a dose diária recomendada de iodo.
Para os veganos que não consomem sal iodado nem algas ricas em iodo, é recomendável a suplementação, por isso estas pessoas devem conversar com o médico nutrólogo sobre o assunto.  

Riscos do consumo em excesso de iodo

A intoxicação pelo iodo é causada devido ao consumo diário de quantidades muito grandes dele, 400 vezes maior do que a recomendação diária. O excesso de iodo pode produzir o bócio e, algumas vezes, o hipertireoidismo. 
Fonte: Minha Vida

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Figo é aliado da pele e tem ação anti-inflamatória

Fruta possui boas quantidades de cálcio, magnésio, fósforo e potássio.



O figo é uma fruta proveniente da figueira. Tem sua origem na Ásia, depois sendo cultivado no Mediterrâneo e na América. É doce, com casca porosa de coloração verde / roxa, e possui polpa consistente, avermelhada, com várias sementes pequenas. 
Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO, 2011), o figo cru possui 84 calorias a cada 100 gramas. Possui baixo teor de gordura, além de alto teor de minerais, água e fibras. 
Dentre os micronutrientes, destaca-se a quantidade de cálcio, magnésio, fósforo, potássio e cobre, além de vitamina B1. Também possui vitamina C, 0,8mg/100g, mas é uma quantidade pequena, muito inferior à acerola, por exemplo, que possui 941mg/100g. Portanto, não podemos dizer que o figo é fonte de vitamina C. 
Suas características mais importantes se referem ao seu potencial antioxidante. O figo é fonte de dois grandes grupos principais de compostos fenólicos, com ação antioxidante potente: flavonoides, como a quercetina e catequina; além de ácidos fenólicos, como o ácido gálico. 
Devido à sua ação antioxidante forte, é utilizado para prevenção de câncer e saúde da pele, por proteger o organismo contra os radicais livres. Além disso, suas propriedades anti-inflamatórias tem sido estudadas para serem utilizadas no tratamento de acne, eczema, úlceras e outras dermatites, e até mesmo como anti-idade. Estudos recentes investigam a utilização do extrato da folha do figo com seus compostos biologicamente ativos para utilização em cosméticos e tratamentos para pele, porém ainda não há muitos estudos e, portanto, consenso sobre sua eficácia. 
Pelo contrário, as folhas de figo utilizadas de maneira incorreta (mesmo em forma de chá) podem causar queimaduras na pele. O consumo do figo também é relatado para tratamento de diabetes e diarreia, por sua composição rica em fibras solúveis. Ainda, a quantidade de potássio auxilia no controle da pressão arterial, e sua quantidade de fósforo é muito importante para a saúde óssea e mesmo para o metabolismo energético do corpo, produção de energia. 
Pela sabedoria popular, o chá da própria fruta é recomendado para problemas respiratórios, como bronquite e asma, porém não é conhecida a quantidade ideal e segura de consumo. 
Essa fruta é bastante utilizada para a fabricação de doces e compotas. Sua utilização na forma in natura seria uma boa opção para lanches, como substituição de outras frutas. A quantidade ideal a ser consumida por dia é de 2 unidades médias. 
Fonte: Minha Vida