Nutrição é um processo biológico em que o homem, utilizando-se de alimentos, assimila nutrientes para a realização de suas funções vitais.
Quando ele não sabe bem como fazer isso, é ao nutricionisca que ele recorre.
É importante salientar que o Blog visa como caráter informativo e que para um tratamento adequado, é preciso consultar um nutricionista para um tratamento personalizado.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Dieta detox: conheça erros e cuidados ao usar esse método para emagrecer

Quando realizado de maneira errada o método pode causar ganho de gordura e prejudicar a saúde

Após momentos de abuso na alimentação e nas bebidas alcoólicas ou açucaradas, como nas festas de final de ano e feriados, algumas pessoas recorrem às dietas detox também chamada de dieta desintoxicante com o objetivo de "limpar o organismo" e perder peso. 

Porém, alguns desses regimes são muito extremos, fazendo com que o indivíduo consuma pouquíssimas calorias ou fique dias à base de líquidos. Estas dietas exageradas podem ter o efeito contrário do que o detox propõe e ao final causar o ganho de gordura e prejudicar a saúde. 

Afinal, para que o organismo volte ao seu estado normal não são necessárias medidas tão extremas. "Após dois dias de retorno para uma alimentação saudável o nosso corpo já volta ao metabolismo de antes", diz a nutricionista Amanda Epifânio que integra o corpo clínico do CITEN. 

Até mesmo a eficácia de qualquer dieta detox é questionada por alguns profissionais da saúde. "Não acredito que exista a condição que denominam de intoxicação. Os verdadeiros desintoxicantes do corpo são o fígado e os rins, e esses órgãos ficam sobrecarregados quando a alimentação é rica em gordura, sódio e açúcares. Porém, toda vez que saímos de uma alimentação cheia de gorduras para algo mais leve, isso reduz a sobrecarga do fígado e faz com que ele trabalhe de forma normal", constata Epifânio. 

Contudo, há dietas detox que propõe justamente um regime que prioriza os alimentos saudáveis e que deixa de lado aqueles ricos em gorduras e açúcares. Saiba o que pode ser interessante nos regimes desintoxicantes e quais são os cuidados necessários ao realizar este plano de emagrecimento.  

Na dieta detox é importante evitar alimentos ricos em gorduras trans e saturadas - Foto: Getty Images

Quais alimentos realmente evitar

Alguns alimentos realmente sobrecarregam o fígado por serem ricos em substâncias que em excesso prejudicam organismo. Por isso, após momentos de abuso, é importante evitar alimentos que irão fazer com que esse órgão tenha uma atividade intensa. 

A orientação é ter uma dieta balanceada, restringindo o consumo de alimentos ricos em gorduras trans e saturadas, é o caso da carne vermelha e produtos industrializados, como congelados e biscoitos. Comidas ou bebidas com aromas artificiais, corantes e aditivos químicos devem ter o consumo limitado, bebidas alcóolicas e açúcar também. 

Alguns especialistas orientam cortar alimentos com glúten, como a farinha de trigo, lactose e soja. Caso a pessoa faça isso por conta, o tempo da dieta não deve passar de um a dois dias, se for mais do que isso a reintrodução dos alimentos é mais difícil, pois a pessoa pode ficar um pouco sensível às comidas e bebidas. "Isto é uma precaução, pois as alergias com esses ingredientes são frequentes", justifica a Ph.D em nutrição Andrea Dario Frias, coordenadora do centro de pesquisas Sanavita. A cafeína também é restringida por alguns profissionais da área da saúde. "Como os chás serão consumidos com maior frequência e eles já possuem essas substância, é recomendado não abusar do café", explica Frias.  

Ao fazer a dieta detox invista em alimentos leves - Foto:Getty Images


Quais alimentos priorizar

Uma alimentação leve já irá contribuir para o melhor funcionamento do fígado. "Consumir muitas frutas, verduras, legumes, cereais integrais, grãos e carnes brancas ajuda muito. Não adianta pular uma refeição, pois se o corpo fica sem comer entra em estresse e isso aumenta o peso porque o organismo vai atrás de mecanismos de estoque", explica a nutricionista Amanda Epifânio, do CITEN. 

Além de não sobrecarregarem o fígado, estes alimentos são ricos em vitaminas, minerais, compostos fenólicos que tem ação antioxidante. Os peixes, grelhados, assados ou cozidos, e as sementes, como a chia e a linhaça, são ricos em ômega 3 que proporciona uma ação anti-inflamatória. 

Os sucos com verduras e frutas e os chás também são muito recomendados por alguns profissionais da área de saúde. O consumo balanceado deles na dieta é benéfico. O chá verde é rico em catequinas que tem o poder de combater os radicais livres no organismo e ainda possui um efeito termogênico. O chá de hibisco é uma boa escolha, por conter flavonoides e ácidos orgânicos que tem ação antioxidante e diurética. O chá de gengibre é outra bebida que possui forte ação antioxidante. 

A dieta líquida pode prejudicar a saúde - Foto: Getty Images


Fuja da dieta líquida

Algumas dietas detox envolvem passar dias ingerindo somente líquidos e isto pode causar uma série de problemas para a saúde. "Tirar alimentos e colocar líquidos faz com que o fígado trabalhe mais porque ele terá que conseguir energia de alguma maneira, isso ocorre em casos de dietas que durem mais do que uma semana", conta Epifânio. Porém, manter a dieta líquida por apenas um dia já acarreta problemas, afinal esse tipo de alimentação é pobre em calorias, o que pode levar a desmaios, dores de cabeça, entre outros problemas. 


Os rins também são prejudicados por uma alimentação essencialmente líquida. É este órgão que controla os eletrólitos, sódio e potássio, do nosso organismo e o excesso de líquidos causa um desequilibro entre esses eletrólitos que em casos graves pode causar até a desidratação. Ingerir mais de quatro litros de bebidas ao dia não é benéfico para a saúde. 

O consumo baixíssimo de calorias pode prejudicar a saúde - Foto: Getty Images


Fuja do baixíssimo consumo de calorias

A restrição calórica excessiva além de ser prejudicial para a saúde também não irá provocar um emagrecimento saudável. "O corpo tolera por muito pouco tempo essa falta de energia, assim após sete dias começa a usar o seu estoque corporal que é o que chamamos de estoque de ouro, não é só a gordura, mas também músculos", alerta Epifânio. 


Também podem ocorrer alguns problemas de saúde. "No curto espaço de tempo pode não acontecer prejuízos. A partir de uma semana o risco é ter hipoglicemia que pode levar a desmaios", diz Epifânio. 

Ao fazer a dieta detox é importante evitar o efeito sanfona - Foto: Getty Images


Evite o efeito sanfona

Após uma dieta detox muito restritiva e por um período maior do que sete dias a pessoa pode não só voltar ao peso original com ganhar mais gordura. "Como expliquei, a falta de energia por muito tempo faz com que diminua a quantidade de músculos. Assim, quando o indivíduo volta para a dieta comum, o corpo quer voltar ao peso perdido, mas só recupera a gordura e então a pessoa fica mais flácida", constata Epifânio. 


A melhor maneira para evitar o efeito sanfona é não realizar uma dieta detox muito restritiva, apenas priorizando alimentos mais saudáveis e evitando outros prejudiciais. Quando acabar o regime é necessário mudar os hábitos alimentares. "O ideal é incorporar hábitos saudáveis na alimentação cotidiana. Continue priorizando os alimentos naturais e diminua o consumo de álcool, gorduras saturadas e trans, sódio e açúcar", explica Frias.  

É importante buscar ajuda profissional ao fazer a dieta detox - Foto: Getty Images


Procure ajuda profissional

Ao realizar uma dieta detox o ideal é procurar a ajuda de um profissional da área da saúde, nutricionista ou nutrólogo. "Caso a pessoa faça um regime desintoxicante por conta não recomendo que dure mais do que três dias. Se ela fizer a dieta detox por um longo período deve falar com um profissional da saúde, pois ele irá orientar uma suplementação de vitaminas e minerais", diz Frias. 


Além disso, se a pessoa passar muito tempo sem ingerir a lactose e o glúten é preciso cuidado quando for voltar a consumir alimentos com a substância. Isto porque o organismo fica mais sensível a esses alimentos depois da dieta.  

É preciso cuidado ao ingerir os chás e sucos funcionais - Foto:Getty Images


Evite o excesso de determinados alimentos

Ao longo da dieta detox é importante não abusar do consumo de chás. Alguns deles, como o chá verde e o mate, possuem cafeína e o excesso da substância pode causar insônia, taquicardia e gastrite, pois ela aumenta a secreção gástrica. 

A orientação é não passar de três xícaras das versões simples à granel, como o de hibisco, chá verde e de gengibre. Com relação às versões industrializadas que são mais concentradas, o consumo não deve passar de dois copos ao dia. Quanto aos sucos detox o recomendado é não ingerir mais do que dois copos ao dia.  

Fonte: Minha Vida

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Caseína ajuda a manter os músculos

Suplemento também irá proporcionar saciedade, saiba como consumi-lo

A caseína contribui para a manutenção dos músculos - Foto: Getty Images

A caseína é uma proteína. Existem diversos tipos de caseína, sendo que a mais popular e utilizada como suplemento é a do leite. A caseína micelar é a que costuma ser extraída do leite para se criar o suplemento. A proteína da caseína é de absorção lenta, por isso, ela irá contribuir para a manutenção dos músculos. 

Benefícios da caseína

Ajuda na manutenção dos músculos: As proteínas são importantes para os músculos em diversos momentos. As proteínas de rápida absorção, como o Whey Protein, ajudam a reparar os músculos que sofreram microlesões logo após os exercícios. 
Já as proteínas de absorção lenta, como a caseína, contribuem para a manutenção dos músculos. Isto porque o músculo continua precisando de proteínas nas horas após o exercício para se manter. Quando essas proteínas não são oferecidas, não é possível manter a mesma massa muscular.  
Proporciona saciedade: A caseína proporciona saciedade por ser uma proteína. Este macronutriente leva mais tempo para ser absorvido. Além disso, as proteínas também estimulam hormônios que dão a sensação de saciedade. 

Como consumir a caseína

Procure consumir o suplemento caseína durante a noite, antes de dormir. Isto porque durante o sono profundo há o pico de produção de um hormônio importante para a construção e manutenção dos músculos. As proteínas animais, como a caseína, estimulam a liberação deste hormônio. Não é necessário ingerir a caseína em dias que não irá treinar. 

Cuidados ao consumir a caseína

Pessoas com alergia a proteína do leite não podem consumir a caseína. Não há estudos sobre os efeitos dos suplementos de caseína em gestantes e lactantes, por isso estes grupos também não devem ingerir. 
É importante ter uma alimentação saudável, rica em fibras, e ingerir bastante água, a fim de não sobrecarregar os rins. O melhor tipo de caseína é o micelar e adquira apenas o produto regularizado pela ANVISA. 
A caseína proporciona saciedade - Foto: Getty Images
A caseína proporciona saciedade
O suplemento de caseína é orientado para pessoas que praticam exercícios e buscam o aumento de massa muscular, mas só podem ser ingeridos após a orientação de um nutricionista ou nutrólogo. 

Quantidade recomendada de caseína

Costuma-se ingerir entre 30 e 60 gramas de caseína por dia, mas quem irá determinar esta quantidade é o nutricionista ou nutrólogo. 

Riscos de ingerir caseína em excesso

O excesso de proteínas ocorre quando a pessoa ingere mais de 1,7 gramas de proteína por quilo de peso por dia. Grande quantidade de proteínas podem alterar o funcionamento dos rins, afetar o fígado e proporcionar perde de cálcio dos ossos, favorecendo a osteopenia ou a osteoporose. 

Caseína e o câncer

Há uma relação entre o câncer e a caseína. Esta proteína não irá favorecer o surgimento do câncer. Contudo, alguns estudos apontam que uma vez instaurada a doença, a caseína pode contribuir para que o câncer cresça mais rapidamente. Isto porque o excesso de proteína estimula o aumento do hormônio IGF1 que, por sua vez, estimula o crescimento de um câncer. Por isso, é melhor que pessoas com câncer não consumam a caseína. 

Como combinar a caseína

É interessante ingerir a caseína com um carboidrato. Isto porque quando o nosso corpo possui as quantidades corretas de carboidratos, não precisa utilizar as proteínas como fontes de energias, permitindo que elas sejam utilizadas na manutenção dos músculos. 
A relação entre a caseína e o câncer é complexa - Foto: Getty Images
A relação entre a caseína e o câncer é complexa
Logo após os treinos, a pessoa pode ingerir uma proteína de absorção rápida, como o Whey Protein. Assim, os músculos são reparados logo após os exercícios e a caseína entra depois, contribuindo para que os músculos permaneçam. 

Interações

Existe a possibilidade da caseína interferir na absorção de alguns antibióticos. Por isso, caso esteja consumindo algum antibiótico, informe seu nutricionista ou nutrólogo. 
Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Carboidratos são fontes de energia e aliados do cérebro

O macronutriente também protege os músculos e contribui para o bom humor

Os pães são fontes de carboidratos - Foto: Getty Images

Carboidrato é um macronutriente formado fundamentalmente por moléculas de carbono, hidrogênio e oxigênio. Este macronutriente quando ingerido e absorvido é responsável por liberar glicose e fornecer energia para as células. 

Tipos de carboidratos

De acordo com a quantidade de átomos de carbono em suas moléculas, os carboidratos podem ser divididos em: 
  • Monossacarídeos:Apresentam de 3 a 7 carbonos em sua estrutura: glicose, frutose e galactose
  • Dissacarídeos:Resultado da ligação entre dois monossacarídeos:sacarose, maltose e lactose
  • Polissacarídeos:Moléculas formadas através da união de vários monossacarídeos. Alguns apresentam em sua fórmula átomos de nitrogênio e enxofre:amido e celulose.
Fazem parte dos monossacarídeos os seguintes tipos de carboidratos:
  • Glicose: Açúcar presente no xarope de milho e no mel
  • Frutose: Açúcar presente nas frutas
  • Galactose: Não é encontrado livre na natureza. Combinado com a glicose forma a lactose. Está presente no leite e nos produtos lácteos.
Fazem parte dos dissacarídeos os seguintes carboidratos:
  • Sacarose: Açúcar de mesa. Extraído da cana de açúcar, da beterraba, da uva e do mel
  • Maltose: É o açúcar do malte. Não é encontrado livre na natureza. É obtido pela indústria através da fermentação de cereais em germinação, tais como a cevada
  • Lactose: É o açúcar do leite. Sintetizado nas glândulas mamarias dos mamíferos.
Fazem parte dos polissacarídeos os seguintes carboidratos:
  • Amido: Ele é a reserva energética dos vegetais. Estão presentes nos grãos e cereais como trigo, aveia, centeio, cevada, milho, arroz, raízes e tubérculos como mandioca, batatas e inhame
  • Celulose: A celulose está presente nas frutas, hortaliças, legumes, grãos, nozes e cascas de sementes.

Carboidratos simples e complexos

Os carboidratos simples possuem estrutura química molecular de tamanho reduzido (monossacarídeos e dissacarídeos). A digestão e absorção dos carboidratos simples acontece rapidamente levando a um aumento dos níveis de glicose no sangue (glicemia). Exemplos de alimentos que são fontes de carboidratos simples: frutas, mel, xarope de milho, açúcar. 

Os carboidratos complexos possuem estrutura química maior (polissacarídeos). Por ser uma molécula maior são digeridos e absorvidos mais lentamente, ocasionando aumento gradual da glicemia. Exemplos de alimentos fontes de carboidratos deste grupo: arroz integral, batata doce, massa integral. 

Benefícios comprovados do carboidrato

Fonte de energia: Ao ingerimos carboidratos, temos glicose na corrente sanguínea constantemente, esta é a principal molécula que fornece energia para as células do corpo. 
Aliado do cérebro: O cérebro é um dos órgãos que não funcionam sem glicose disponível na corrente sanguínea, quando há uma diminuição no consumo deste nutriente há uma produção exagerada de corpos cetônicos, uma vez que o organismo utiliza proteínas como fonte de energia. Esses corpos cetônicos podem levar a uma intoxicação no indivíduo levado a sintomas indesejáveis como dores de cabeça, mau hálito, tremores e até desmaios. 
Macarrão é uma boa fonte de carboidratos simples - Foto: Getty Images
Macarrão é uma boa fonte de carboidratos simples
Protege os músculos: Quando nosso corpo possui as quantidades corretas de carboidratos, não é necessário utilizar a energias das proteínas. Assim, as proteínas podem ser utilizadas para reparar os músculos que sofreram microlesões devido à prática de exercícios. Esses músculos são reparados e ficam mais fortes. 
Proporcionam saciedade: Este benefício vale somente para os carboidratos complexos. Isto porque eles possuem estrutura química maior (polissacarídeos). Por ser uma molécula maior, são digeridos e absorvidos mais lentamente, ocasionando aumento gradual da glicemia e saciedade por maior tempo. Este mesmo mecanismo faz com que os carboidratos complexos sejam o tipo indicado para diabéticos. 
Aliado do humor e bem-estar: A diminuição do consumo de carboidratos pode afetar a produção de serotonina, um neurotransmissor capaz de influenciar o humor e o bem estar dos indivíduos. 

Deficiência de carboidratos

A falta de carboidratos pode levar a uma depleção do sistema imunológico, uma vez que nossos músculos são os responsáveis em fornecer glutamina para formação de células imunes. Na falta de carboidratos, os músculos são afetados, já que como foi dito acima, as proteínas passam a ser utilizadas como fonte de energia. 
O indivíduo que restringe o consumo de carboidratos pode ter falta de energia e fadiga principalmente se praticar atividade física. Os músculos são responsáveis por armazenar glicogênio (glicose) para fornecimento de energia para a atividade física. Esse estoque de glicogênio dura em média 1 hora, após isso devemos consumir o carboidrato a fim de recuperar os estoques de glicogênio muscular. 
Caso o indivíduo não tenha glicose disponível para a utilização nas células, como nos casos de jejum ou dietas restritivas, os lipídios serão oxidados, formando uma quantidade excessiva de cetonas que poderão causar uma acidose metabólica no organismo, podendo levar a sintomas como dores de cabeça, tontura, mau hálito. Os principais sintomas da falta de carboidratos na dieta são: cansaço, tontura, náuseas, nervosismo, fraqueza e tremores. 
Estudos publicados no American Journal of Nutrition (2001) e na Revista Brasileira de Nutrição Clínica apontam que o desequilíbrio na proporção dos macronutrientes pode ser prejudicial à saúde, uma vez que a troca de carboidratos por proteínas leva o indivíduo a um quadro de cetose, acarretada pela restrição da glicose. As repercussões adversas da cetose incluem desidratação, constipação, litíase renal e deficiência de micronutrientes, pela diminuição do consumo de frutas, vegetais e grãos, junto com o aumento da ureia e do ácido úrico pelo excesso de proteínas na dieta. 

Combinações dos carboidratos

É interessante combinar os carboidratos com o consumo de proteínas ou gorduras. Assim, o tempo de digestão deste macronutriente é maior, o que irá proporcionar saciedade por mais tempo, evitando beliscos. 

Fontes de carboidratos

As principais fontes de carboidratos são: mel, pães, torradas, batata, arroz, cereais integrais como aveia, linhaça, farelo de trigo, milho e frutas. 
Confira um exemplo de consumo de carboidratos em um dia: 
  • 2 fatias de pão integral = 50g
  • 1 maçã = 16,6g
  • 2 colheres de servir de arroz integral = 25,8g
  • 1 concha pequena de feijão = 6,8 g
  • 4 unidades de biscoito integral = 19g
  • Suco de laranja = 17,4g
  • 1 prato fundo de macarrão cozido = 53,6 g
  • 1 caqui = 19,0g.

Quantidade recomendada de carboidratos

A Organização Mundial da Saúde preconiza que a distribuição dos macronutrientes para indivíduos saudáveis seja de: 55 a 75% de carboidratos, 10 a 15% de proteínas e 15 a 30% de gorduras. Se um indivíduo possui um gasto energético de 2000 calorias ao dia, poderia consumir de 1100 kcal a 1500 kcal provenientes de carboidratos. Em gramas teríamos uma porção de 275g a 375g de carboidratos. 
Batata doce é uma boa fonte de carboidratos complexos - Foto: Getty Images
Batata doce é uma boa fonte de carboidratos complexos
Porém, é importante dar preferência aos carboidratos integrais e ao presente nas frutas que possuem mais fibras em sua composição. Assim, são digeridos mais lentamente no estômago, evitando o que chamamos de pico glicêmico, ou seja, quando uma quantidade muito grande de glicose é liberada na corrente sanguínea, o que pode aumentar o risco de sobrepeso, obesidade e doenças como a resistência à insulina. 

Carboidratos engordam

Os nutrientes devem ser consumidos de acordo com uma distribuição estabelecida por pesquisas e instituições científicas, como foi mencionado acima. Um desequilíbrio no consumo de qualquer um dos macronutrientes pode aumentar os riscos de acúmulo de peso. Os carboidratos são vistos como vilões uma vez que ao serem consumidos em excesso a insulina transforma o excesso de glicose em triacilglicerol, um tipo de gordura que fica armazenada no tecido adiposo. 

Carboidratos e diabéticos

É importante que as pessoas com diabetes priorizem os carboidratos complexos, estes possuem baixo índice glicêmico, que é a velocidade com que a glicose entra no organismo. Outro ponto é que estes carboidratos tenham baixa carga glicêmica, que é quantidade de glicose que irá entrar no organismo. 

Riscos do consumo em excesso de carboidratos

Pesquisas apontam que o excesso do consumo de alimentos fonte de carboidrato podem acarretar no ganho de peso e aumento dos níveis de triglicerídeos sanguíneos. O risco de diabetes tipo 2 também aumentam. Isto porque o consumo exagerado de carboidratos, principalmente os não integrais pode levar ao aumento significativo da liberação de insulina no sangue. Com este aumento de insulina crônico pode ocorrer uma resistência dos receptores insulínicos nas células, fazendo com que a glicose permaneça no sangue e não seja absorvida para as células. 
Fonte: Minha Vida

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Microbiota saudável pode prevenir obesidade e diabetes tipo 2

Estudos recentes apontam os possíveis benefícios de manter uma boa flora intestinal


Estudos publicados recentemente vêm chamando a atenção da comunidade científica para a possibilidade de nossa flora intestinal influenciar de alguma maneira em alterações metabólicas capazes de facilitar o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Já se sabe, após publicação de vários trabalhos científicos, que nossa flora intestinal é capaz de influenciar a eficiência do sistema imunológico, a absorção do colesterol, a regulação do funcionamento intestinal, além de produzir vitaminas importantes e de nos proteger do câncer do intestino. Um estudo recente feito em ratos mostrou que o transplante da flora intestinal de ratos obesos para o intestino de ratos com peso normal fez com que os mesmos ganhassem peso. No mesmo estudo o transplante da flora intestinal dos ratos magros para o intestino dos ratos obesos fez estes perderem peso. No mínimo intrigante, não é mesmo? Nosso intestino é colonizado por aproximadamente 100 trilhões de microscópicos seres como bactérias e fungos, conhecidos como microorganismos e seu habitat de microbiota intestinal. Só para fazer uma comparação, temos mais microorganismos morando em nosso intestino que o total de células somadas do corpo todo. Existem alguns autores de estudos que comparam nosso intestino, e sua microbiota, à um "segundo" cérebro, tamanha sua influência em todo o organismo.  
Outros estudos, também recentes, mostraram que nossa flora intestinal, quando saudável, produz substâncias que influenciam na ação do hormônio insulina. O esperado é que a insulina tenha a sua ação preservada, ou seja, conseguir "jogar" para "dentro" das células a glicose que está circulando no sangue para que as elas à utilizem como um combustível para gerar energia. Quando esta ação da insulina está alterada, quadro este chamado de resistência à insulina, a sobra da glicose sanguínea que não foi utilizada pelas células gera o aumento do tecido adiposo que é um reservatório de combustível não utilizado pelo organismo e consequentemente o ganho de peso e a tendência ao desenvolvimento do diabetes tipo 2 ficam evidentes. Pode ser que a flora intestinal influencie neste eixo, ou seja, quando desequilibrada (disbiose) dificulte a ação da insulina. Porém, muitos estudos ainda deverão ser feitos para elucidar melhor esta interação. 
É importante frisar que fatores ambientais podem influenciar diretamente o equilíbrio da flora intestinal, como idade, uso de medicamentos (antibióticos), alimentação, estresse, agrotóxicos, pH intestinal, entre outros. Consideramos equilíbrio quando a flora intestinal é composta na sua maior parte por bactérias benéficas, existindo vários tipos de lactobacilos que fazem parte deste time: Bifidobacterium, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus rhamnosus, entre outros. 
Quanto à questão alimentar a presença das fibras no prato é fundamental, pois estas promovem o desenvolvimento da flora intestinal saudável, servindo como "comida" para as boas bactérias se desenvolverem. As fibras estão nas cascas das frutas, nos cereais integrais (pães, arroz, aveia), nas leguminosas (feijões, soja, grão-de-bico, ervilha, lentilha ) e nos vegetais folhosos ( alface, rúcula, agrião, couve, entre outros). Cebola, alho, banana e tomate também carregam substâncias ( frutooligosacarides ) que estimulam o desenvolvimento de uma microbiota saudável. Existem também alimentos que trazem consigo os próprios probióticos (lactobacilos), como é o caso dos iogurtes, kefir, chucrute (repolho fermentado), tempeh (produto da soja fermentada) e leite fermentado. O problema é que a acidez do estômago acaba dificultando a sobrevivência destes lactobacilos presentes ou acrescentados nos alimentos, já que os mesmos não resistem ao pH muito baixo do estômago, chegando a maior parte incapazes de se proliferarem no intestino. 
Uma estratégia utilizada hoje é a prescrição de lactobacilos na forma liofilizada ou até dentro de cápsulas, ficando protegidos da acidez excessiva do estômago e chegando ao intestino com mais chance de se desenvolverem, ajudando na manutenção ou no restabelecimento da flora saudável, caso tenha havido algum fator lesivo para a mesma, como quando há o uso de antibióticos para tratamento de infecções. Durante quadros de diarreias, principalmente as virais, a prescrição de probióticos como Saccharomyces boulardii ajuda a diminuir o número de evacuações e a recuperar a flora intestinal lesada. Porém, é importante fazer uso de suplemento de probióticos somente após a avaliação de um profissional especializado ( médicos e nutricionistas ) , pois o uso contínuo destes pode trazer risco de excesso de crescimento destas bactérias que, mesmo sendo benéficas, podem levar à uma fermentação excessiva dos alimentos que chegam ao intestino levando a sensação de estufamento da barriga, cólicas, dores abdominais e até mesmo diarreia. Pacientes com doenças que causam imunodeficiência grave só devem usar suplementos de probióticos com orientação médica, pois são contraindicados em alguns casos. 
Ficamos no aguardo de mais estudos sobre a intrigante correlação da flora intestinal com a obesidade e o diabetes do tipo 2. Enquanto isto vale a pena cuidarmos do nosso intestino com atenção, mantendo uma alimentação correta em fibras, dando preferência aos alimentos livres de agrotóxicos, orgânicos, e evitando o uso indiscriminado de antibióticos sem real necessidade. A prevenção sempre será o melhor remédio! 
Fonte: Minha Vida

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Carambola afeta saúde de pessoas com problemas renais

Fruta possui substância tóxica que afeta a saúde dos rins e leva a outras complicações.


A carambola possui boas quantidade de vitamina A que é aliada da visão, da pele e ajuda no desenvolvimento do feto. Ela também conta com vitamina C, que melhora a imunidade, vitamina E, que tem forte ação antioxidante, e vitaminas do complexo B, que são essenciais para o sistema neurológico. 
O potássio, que ajuda no controle da pressão arterial, também está presente na carambola, assim como as fibras, que favorecem o funcionamento do intestino. A carambola pode ser consumida como a fruta in natura, na forma de geleia, compotas ou sucos. 

Problemas da carambola

Infelizmente, apesar de possuir as vitaminas mencionadas acima, a carambola também possui um lado ruim. Pacientes com problemas renais crônicos não devem ingerir a carambola, isto porque a fruta conta com a enzima caramboxina que não é filtrada pelos rins. 
O excesso da caramboxina pode atingir o cérebro e ocasionar vômito, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões e levar até mesmo à morte. Pessoas com propensão a formação de cálculos renais por ácido oxálico devem evitar o consumo da fruta. 
Diabéticos também devem evitar o consumo da carambola, pois eles têm tendência a desenvolver problemas renais. Algumas pessoas com hipertensão têm problemas renais assintomáticos, de modo que o consumo da carambola pode agravar o quadro. 
Para pessoas saudáveis, a quantidade recomendada de carambola é uma unidade do fruto maduro. A carambola pode ser ingerida por pessoas saudáveis, mas sem excessos. Se ela for consumida em grande quantidade ou se o suco da carambola for consumido diariamente também podem ocorrer problemas renais. A dose máxima de carambola que pode ser ingerida varia de acordo com a pessoa, não foi realizado nenhum estudo sobre a dose máxima. 
Alguns sintomas da intoxicação por carambola são: soluços, confusão mental, perda da força muscular e convulsões. Diante destes sintomas é importante buscar a ajuda médica. 
Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Alimentar-se bem e hidratar-se amenizam a ressaca


Uma das marchinhas mais populares alerta para a diferença. Enquanto a água promove a hidratação fundamental para as funções vitais e fisiológicas do corpo humano, o álcool pode ter efeitos nefastos quando ingerido em excesso. Principalmente no dia seguinte. A substância é diurética, ou seja, potencializa a eliminação de líquido, e também pode causar intoxicação. Com a proximidade do carnaval, o ideal, alertam médicos, é também levar a moderação para a folia.

“A ingestão excessiva intoxica o organismo, que precisa eliminar o álcool. O exagero no consumo pode ocasionar desde uma simples ressaca até a morte”, diz Breno Figueiredo Gomes, diretor da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (Regional MG). Segundo o especialista, a ressaca é a tentativa do corpo de se recompor após a agressão sofrida. A sensação de mal-estar ocorre devido a alterações bioquímicas no cérebro provocadas pela substância tóxica. O tradicional esquecimento e a dor de cabeça são consequências desse efeito cerebral.

Quase sempre de duração demorada, a ressaca atormenta homens e mulheres há milênios. “Existem relatos de egípcios e gregos, além do Antigo Testamento, que já citavam os efeitos da libação alcoólica no organismo. Entretanto, foi a partir do século 19, quando passamos a produzir bebidas mais alcoólicas, que a ressaca passou a fazer parte do nosso cotidiano”, relata Gomes.


Fonte: INGR

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Cuide da sua vesícula: fuja das carnes gordas


Quem não dispensa fast foods, salgadinhos, ama massas refinadas, além de carnes e comidas gordurosas, precisa tomar cuidado redobrado, afinal, esses excessos combinados com fatores hereditários e metabólicos podem levar ao desenvolvimento de pedras ou cálculos na vesícula.
A presença de cálculos biliares é a doença do aparelho digestivo com maior número de indicação cirúrgica. Estatísticas do Ministério da Saúde indicam que são realizadas todos os anos, no Brasil, aproximadamente 200 mil cirurgias de retirada de vesícula (colecistectomias).
A doença ocorre em 20% das mulheres e 10% dos homens. Segundo o gastroenterologista Antônio Trindade, diretor médico do Hospital Teresa de Lisieux, a vesícula é uma víscera oca, que fica abaixo do fígado e serve para armazenar a bile, que vai atuar no processo de digestão dos alimentos. 
“A bile é formada por colesterol e sais biliares, quando o colesterol aumenta muito, a bile fica mais espessa e há a formação dos cristais, que são os cálculos”, explica o especialista, lembrando que o tamanho das pedras varia muito e que, ao contrário do que se possa imaginar, as menores representam um perigo maior, pois podem sair da vesícula e provocar outras doenças, como a pancreatite.
“A vesícula passa, então, a ficar doente e a tentativa de expulsão desses cristais causa grande dor e desconforto que são as cólicas biliares”, pontua, destacando que as dores geralmente levam o paciente à internação.
Dores
O cirurgião gástrico Álvaro Nonato, gerente da Unidade de Saúde da Fundação José Silveira, lembra que, ao contrário do que muitos pensam, a formação dos cristais na vesícula não traz sensação de empachamento.
“Geralmente, a queixa é uma dor abdominal, embaixo das costelas ou na boca do estômago”, esclarece, pontuando que é mais comum do lado direito, mas que também pode ocorrer no esquerdo. “A dor aparece de modo súbito, mas é muito intensa”, pontua.
Ele lembra que o tratamento não consiste na retirada das pedras, mas na extirpação da própria vesícula. “A retirada da vesícula é a opção indicada na maioria dos casos e todo o procedimento é feito por videolaparoscopia, o que permite receber alta em 24 horas”, diz.
O cirurgião lembra que o procedimento é simples e  dura em torno de 30 a 40 minutos. Como na videolaparoscopia os cortes são mínimos, o paciente retorna mais rápido às atividades normais e a recuperação também é acelerada.
“As cirurgias só são mais demoradas quando o paciente tem problemas relacionados, como a obesidade”, esclarece. Os principais fatores de risco para o surgimento dos cálculos são: obesidade, diabetes, uso de estrogênio, gravidez e cirrose hepática.
“A formação de cálculos na vesícula é resultado de uma soma de fatores, como questões hormonais e alimentação rica em gordura”, explica o cirurgião Álvaro Nonato.  Ele explica ainda que náuseas, vômitos e febre podem acompanhar a queixa de dor, especialmente nos casos mais graves.
“Há pacientes que podem ter o cálculo sem saber e aqueles que descobrem quando a situação é grave, a partir de uma forte cólica abdominal”, diz o especialista. Com a retirada da vesícula, a bile vai direto para o intestino, percorrendo seu trajeto normal.
Prevenção
Embora reconheçam o fator hereditário como o mais forte para a predisposição aos cálculos da vesícula, os médicos são unânimes em pontuar que uma vida mais saudável pode ser bastante útil na prevenção dos problemas na vesícula.
Nutricionista da clínica AMO e professora da Unime, Graziela Brandão lembra que, embora não seja uma causa direta, o excesso de peso acelera o surgimento das pedras em pacientes com propensão a desenvolver o problema. “Por isso mesmo, é preciso evitar os excessos”, finaliza Graziela.
Fonte: INGR