Nutrição é um processo biológico em que o homem, utilizando-se de alimentos, assimila nutrientes para a realização de suas funções vitais.
Quando ele não sabe bem como fazer isso, é ao nutricionisca que ele recorre.
É importante salientar que o Blog visa como caráter informativo e que para um tratamento adequado, é preciso consultar um nutricionista para um tratamento personalizado.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Vegetais congelados são mais nutritivos!




É verdade. O freezer preserva nutrientes importantes como vitamina C e betacaroteno, que se perdem em temperatura ambiente 

Desde que o médico e inventor americano John Gorrie (1803-1855) desenvolveu os primeiros sistemas de refrigeração, em 1850, a dificuldade para conservar alimentos nunca mais foi a mesma. Tudo bem que a proliferação das geladeiras domésticas só se deu anos depois, na década de 1920, mas a revolução havia começado, disparando descobertas muito além da máquina de fazer gelo. A notícia mais quente sobre o assunto mostra que o congelador, mais que solidificar água, é capaz de preservar nutrientes dos alimentos que, de outra forma, iriam para os ares.

O achado vem do Instituto de Pesquisa em Alimentação do Reino Unido (IFR Extra), onde se analisou o valor nutricional de vegetais como couve-flor, ervilha e cenoura 16 dias após a colheita, tempo médio que eles levam para chegar à mesa. À temperatura ambiente, as perdas de nutrientes alcançaram patamares entre 10 e 25%. As vítimas preferenciais foram as vitaminas. O estudo verificou prejuízos nos níveis da C, uma aliada das defesas, e nos de betacaroteno, precursor da vitamina A, que é essencial para a gente enxergar bem. Essas substâncias são classificadas como termolábeis — ou seja, sensíveis ao calor. “Por isso, quando os alimentos são refrigerados logo depois de colhidos, evita-se uma perda de seus nutrientes”, afirma Maria Elisabeth Machado Pinto e Silva, professora de nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

O feijão verde é outro que se beneficia dessa estratégia gelada. Um trabalho conduzido pela nutricionista Barbara Klein, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, prova que essa vagem retém o dobro de vitamina C quando refrigerada. “Antes do congelamento, os vegetais passam por um processo conhecido como branqueamento, que é um cozimento rápido em água quente”, explica Barbara. Graças ao procedimento, são inativadas enzimas responsáveis por acelerar a extinção vitamínica. À temperatura ambiente, nem mesmo a embalagem natural das hortaliças, a casca, consegue barrar esse fenômeno.

A pausa na linha do tempo dos vegetais ocorre tanto no congelamento industrial quanto no doméstico. Porém, na indústria, além de a temperatura ser muito mais baixa, ele é instantâneo, formando cristais de gelo minúsculos. Em casa, a história é outra — e mais demorada. Além disso, as gotículas de água se unem em blocos que, ao se solidificarem, podem romper as células do alimento, modificando sua estrutura. Na hora de comer, leia-se textura. Daí que nem toda hortaliça sai do freezer ilesa, e, para algumas, o consumo logo após a compra ainda é a melhor pedida.

Pode!

Cenoura e abóbora
Elas são fontes de betacaroteno, precursor da vitamina A, responsável pela cor alaranjada desse duo e fundamental para a saúde ocular. Congeladas, conservam praticamente 100% do nutriente.
 
Feijão verde
 
Contém vitamina C, que previne o envelhecimento celular e fortalece o sistema imunológico. O congelamento mantém quase 100% das doses da substância presentes na leguminosa logo após a colheita.
 
Brócolis
 
No processo de resfriamento dessa crucífera, há perda de folato, que atua na formação e maturação de células do sangue. Em compensação, há retenção de 80% da vitamina C.


Não pode!

Folhas
 
São compostas de quase 80% de água, que se transforma em cristais de gelo durante o resfriamento. Eles rompem estruturas celulares, modificando sua textura. Também pode ocorrer perda de vitaminas. Portanto, em vez de apelar para o freezer, o ideal é comprá-las em quantidade suficiente para utilizar de pronto.

Modo de cozinhar

Após congelamento e descongelamento corretos, não erre a mão. Deixe os vegetais por pouco tempo no fogo. Isso porque o cozimento prolongado pode deixar um gosto amargo, como ocorre com a couve-flor. E não se esqueça: vitaminas hidrossolúveis, como as do complexo B e a C, vão parar na água durante o cozimento. “Portanto, procure usá-la no preparo do arroz, por exemplo”, aconselha Luana Grabauskas, nutricionista da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar.


Na hora de descongelar

Os vegetais só devem ser retirados do freezer imediatamente antes da utilização e aquecidos no forno micro-ondas ou no fogão, podendo então ser consumidos em até 24 horas. Não os descongele junto a outros alimentos que liberem odores, como alguns peixes, porque o sabor final pode ser alterado. No caso de vegetais que já são comprados congelados, no supermercado, retire do freezer apenas a quantidade que será consumida naquele dia.

Antes do resfriamento...

...mergulhe os vegetais em água quente, a 90 °C. Veja abaixo por quanto tempo:

TEMPO
ALIMENTOS
2 minutos
Abobrinha cortada em pedaços, chuchu, ervilha fresca em grãos
3 minutos
Abóbora em pedaços, cenoura em rodelas, couve-flor em buquês
4 minutos
Aipo, berinjela, brócolis, alho-poró, aspargo
5 minutos
Cenoura inteira, mandioquinha, nabo, palmito (branquear com água e limão)
8 minutos
Beterraba inteira, mandioca, milho em espiga

Fonte: Meu Nutricionista

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Frutas e vegetais de cor vermelha devem ser consumidas o ano todo


Frutas e legumes que apresentam a coloração vermelha, além de deixarem o prato colorido e mais atrativo, são considerados pelos especialistas como alimentos que devem ser consumidos o ano todo. Segundo Phil Lempert, analista de setor de alimentos, diz que a cor vermelha em frutas e legumes revela fitonutrientes que reduzem o risco de câncer de próstata, pressão arterial, crescimento de tumores e colesterol ruim, além de melhorar o sistema imunológico.

Tomate e melancia contém licopeno, considerado um poderoso anti-cancerígeno que também é bom para saúde dos olhos e da próstata. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o tomate em conservas, em molhos ou ketchup perde suas propriedades.

O suco de canberry, conhecido por ajudar na prevenção das infecções urinárias, também ajudam a aumentar os níveis de colesterol bom e de antioxidantes.

As maçãs são fonte de vitamina C, fibras e antioxidantes. Morangos contêm vitamina C e manganês, que ajuda a reduzir os radicais livres, manter os ossos fortes, promover a função da tireoide, regular o açúcar no sangue e são ricos em fibras, iodo, potássio, folato e vitamina K.

Cerejas contêm melatonina, um antioxidante que ajuda a regular os padrões de sono, evitar a perda de memória, diminuir a inflamação e reduz o câncer e risco de diabetes.

Framboesas reduzem a inflamação, degeneração macular dor, o risco de câncer, risco de doença cardíaca, o risco de diabetes, alergias e relacionada com a idade. Já o pimentão vermelho tem vitamina A, vitamina B6 e melhora o humor e o sono.

Fonte: Meu Nutricionista

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Como frutas, legumes e vegetais podem garantir espaço em nossa dieta?


Pais que normalmente não comem esse tipo de alimento, querendo ou não, transmitem esse mau hábito aos filhos 

A Brazos Nutricional, pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), divulgada em 2007, nos deixou perplexos... Apesar das várias opções de frutas, legumes e verduras que o Brasil planta e exporta todos os anos, não aproveitamos essa riqueza de nutrientes. O estudo envolveu 150 municípios brasileiros e entrevistou 2.240 pessoas de todas as classes sociais e descobriu que o consumo de vitaminas e sais minerais está abaixo das recomendações em 90% da população.

“Os vegetais, incluindo frutas, verduras e legumes, ainda são as melhores fontes de fibras, vitaminas, sais minerais e outras substâncias essenciais para melhorar o bom funcionamento do organismo. Esses nutrientes, por serem calculados em miligramas e microgramas, são conhecidos como micronutrientes. Eles são tão importantes para a nossa saúde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Panamericana da Saúde (OPAS) concluíram que, pelo menos 60% das mortes em todo o mundo poderiam ser adiadas, ou mesmo evitadas, se as pessoas adotassem posturas mais saudáveis diante da vida, dentre elas, o consumo de no mínimo cinco porções (ou 400 gramas) dessa categoria de alimentos por dia”, afirma a endocrinologista e nutróloga, Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

O desafio de colocar verduras no prato

Frutas e hortaliças são mais facilmente incorporadas ao cardápio, quando fazem parte dele desde a infância. “Pais que normalmente não comem esse tipo de alimento, querendo ou não, transmitem esse mau hábito aos filhos e não são inventivos, não sabem como prepará-los ao gosto infantil, aceitam a primeira negação da criança de que não querer a maçã, concordam com o consumo do biscoito recheado, do salgadinho em pacote industrializado, da barra de chocolate...”, alerta a médica.

Para estas crianças, os últimos alimentos são muito mais gostosos, mais salgados ou mais doces, são ricos em gorduras, o que faz tudo ficar mais saboroso. Esse sabor exacerbado dos alimentos industrializados faz com que a maçã pareça sem graça e sem atrativos. Logo, é nessa fase da vida que mais facilmente se constrói os bons hábitos alimentares.

Passado a primeira infância e perdida a primeira chance de incorporar as frutas e vegetais ao cardápio, ainda há esperanças de mudarmos essa história. Entretanto, os esforços deverão ser maiores por parte dos pais de adolescentes ou até mesmo por parte do indivíduo, já adulto. “É uma questão de educação alimentar e esclarecimento. Inicialmente, quando nos deparamos com um paciente adulto, tentamos incorporar o alimento saudável ao seu cardápio, mesmo que não consigamos abolir aqueles considerados deletérios, como as frituras, o excesso de gorduras e de carboidratos. Incorporar frutas e hortaliças será o primeiro passo de uma grande mudança alimentar”, conta a nutróloga.

“Um exemplo dos benefícios com a mudança dos hábitos alimentares foi comprovado com a Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension). Essa dieta se baseia na importância de se adicionar alimentos saudáveis, independente de se conseguir abolir os demais alimentos que uma pessoa consome. Essa experiência foi feita nos Estados Unidos e os pacientes eram orientados a ingerir a dieta americana convencional - rica em gorduras e carboidratos - mas deveriam adicionar uma quantidade estabelecida de frutas, hortaliças e cereais. O resultado foi a redução da pressão arterial, mesmo sem redução do sal dos alimentos e sem haver perda de peso”, conta Ellen Paiva. Essa dieta comprovou o efeito benéfico das frutas e hortaliças para a saúde, levando os pesquisadores a ampliarem a pesquisa, no sentido de incluírem outras medidas nutricionais saudáveis, como a redução do sal. “Logo, o envolvimento e a motivação das pessoas em um plano nutricional poderá evoluir para a implementação de uma dieta que atenda às outras recomendações. É nisso que acreditamos...”, reforça a médica.

Porções de saúde

De maneira prática, para alcançar o número de porções recomendadas de frutas, legumes e verduras é necessário que esses alimentos façam parte de todas as refeições e lanches que fizermos ao longo do dia. Lembrando que variar garante a descoberta de novos sabores e o alcance de todos os nutrientes. “Assim, não pode haver um café da manhã sem frutas ou suco de frutas, almoço e jantar sem saladas ou verduras e legumes refogados ou cozidos, sopas sem vegetais e lanches de pão, laticínios e embutidos sem a salada. A ordem é acrescentar os alimentos saudáveis, antes de tentarmos abolir os menos saudáveis”, ensina a nutróloga.

Quando nos acostumamos com a praticidade dos alimentos industrializados, temos dificuldades no manuseio inicial das frutas e hortaliças, pois elas requerem certo conhecimento e habilidade. Mas vale a pena. Com o tempo, aprendemos a dominar essa nova forma de alimentação saudável e sentiremos o quanto podemos ganhar com esta atitude. Eis algumas dicas da equipe de Nutrição do Citen para facilitar este processo:

(1) Prefira as frutas e hortaliças da estação, pois são mais baratas e favorecem a diversificação. Assim, a cada época do ano, teremos alimentos diferentes em nosso prato;

(2) Uma forma de utilizar o potencial das frutas é adicioná-las às saladas e a alguns pratos salgados, que além de sofisticar o prato, garante o alcance das recomendações. O mesmo pode ser feito com verduras e legumes, que podem ser preparados com arroz ou massas. Veja uma sugestão do Citen: Salada de Arroz Integral (http://www.citen.com.br/citen-na-cozinha/saladas/salada-de-arroz-integral.aspx);

(3) Procure cozinhar os legumes com pouca água, adicioná-los na água já em fervura e no menor tempo possível. Algumas vitaminas se perdem com o calor e se diluem na água. O sabor e a textura também ficam melhores;

(4) Utilize a água do cozimento dos vegetais no preparo de outros alimentos como arroz, ensopados e molhos. As vitaminas e minerais diluídos são reaproveitados;

(5) Não utilize o bicarbonato de sódio para deixar os vegetais mais verdes, pois ele destrói algumas vitaminas;

(6) Use muito tomate, pimentão e cebola frescos, cozidos ou como molhos, principalmente no preparo de carnes magras e duras.

(7) Sopas podem ser pratos versáteis, práticos, saborosos e nutritivos, pois podem conter todos os grupos de alimentos. Devemos escolher uma proteína (carne bovina magra ou frango), um carboidrato (arroz, mandioquinha, batata, macarrão ou pão) e vários legumes e verduras. As folhas podem ser adicionadas ao prato individualmente, no momento de servir. É bom lembrar que esse tipo de sopa deve ser o prato principal e nunca uma entrada. 

(8) Uma salada também pode ser uma refeição completa, desde que, assim como as sopas, contenham todos os grupos de alimentos. Assim, além dos legumes e verduras, a salada deve conter um carboidrato (milho, croutons, batatas, macarrão e até o arroz) e uma proteína (lagarto na forma de carpaccio e rosbife, frango, atum, ovo, salmão);

(9) Adicione frutas às saladas, isso torna esses alimentos mais atraentes para crianças e adolescentes, além de tornar seu sabor mais exótico e agradável aos adultos mais exigentes. O figo, a manga, o quiwi e as uvas são irresistíveis para este fim;

(10) Sucos de frutas feitos na hora são mais nutritivos, a polpa congelada perde alguns nutrientes, embora, esta opção ainda seja melhor do que sucos artificiais ou refrigerantes. 

(11) Dê frutas de presente ao invés de bolos ou chocolates. Capriche na embalagem e arrase na originalidade.

Fonte: Meu Nutricionista

terça-feira, 12 de junho de 2012

Comer vegetais verdes aumenta a imunidade


Uma pesquisa feita na Inglaterra identificou conexões significativas entre nutrientes encontrados em vegetais verdes, como brócolis e repolho, e o melhor funcionamento do sistema imunológico. De acordo com o estudo, os compostos ajudam a conservar as células do sistema imunológico do intestino, bem como a aumentar seu número. O sistema digestivo é o principal canal de entrada de ativos patogênicos no organismo.

Foram feitos experimentos com ratos saudáveis submetidos a dietas com sintéticos com propriedades similares às dos vegetais. Na comparação, os ratos com dieta pobre em vegetais perderam progressivamente a maioria das células imunológicas. Logo nas primeiras semanas de testes, entre 70% e 80% dessas células desapareceram. Os animais começaram a ficar também mais vulneráveis a infecções e lesões. O intestino dos ratos foi intencionalmente danificado para testar a capacidade de recuperação. Aqueles com dieta pobre em vegetais tiveram recuperação mais lenta se comparada com os rates que tiveram uma dieta saudável.

Os pesquisadores verificaram que o número de células imunológicas no intestino está diretamente ligado à presença de uma proteína conhecida como receptor de hidrocarboneto aromático (Ahr), cuja atividade pode ser desencadeada por compostos encontrados em vegetais verdes. A pesquisa foi publicada na versão online da revista Cell.

Fonte: Meu Nutricionista

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dieta rica em vegetais e frutas diminui risco de câncer de mama


Mulheres com dietas ricas em vegetais, frutas e legumes podem apresentar um menor risco de desenvolver um tipo de câncer de mama, sugere uma nova pesquisa. A descoberta, de um amplo e longo estudo com enfermeiras americanas, mostrou que as mulheres com dietas ricas em vegetais e com pouca carne vermelha, sódio e carboidratos processados eram menos propensas a sofrer de um certo tipo de tumor no seio.

Especificamente, elas eram menos propensas que outras mulheres a desenvolver tumores de mama com falta de receptores para o hormônio estrogênio. Esses tumores receptores de estrogênio negativo colaboram com cerca de um quarto dos cânceres de mama.

Das mais de 86 milhões de mulheres que o estudo acompanhou por 26 anos, menos de 1% desenvolveu o câncer de mama ER-negativo. O risco, os pesquisadores descobriram, era menor entre mulheres cujas dietas mais se aproximavam da dieta Dash - Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão, um plano alimentar recomendado por especialistas para baixar a pressão arterial.

O programa enfatiza a ingestão de vegetais, frutas, grãos ricos em fibras, legumes e nozes, além de baixo teor de gordura. As mulheres que desde o início tinham a maior pontuação Dash eram 20% menos propensas a desenvolver câncer de mama ER-negativo que aquelas com a menor pontuação Dash.

Quando os pesquisadores analisaram mais de perto, parecia ser o consumo de vegetais e frutas que mais contava para esse resultado. O estudo foi relatado no "American Journal of Epidemiology", e não prova, no entanto, que uma dieta rica em vegetais, por si só, diminui o risco de câncer de mama.

Fonte: Meu Nutricionista

domingo, 10 de junho de 2012

Porque você deve comer vegetais


Muitos animais utilizam cores, baseadas em carotenoide, para indicar sua capacidade de atração. Os carotenoides são gerados por organismos fotossintéticos, como plantas, bactérias, algas e fungos, e são responsáveis pela coloração amarelada e avermelhada, como, por exemplo, a plumagem vermelha brilhante de pássaros cardeais.

As cores (baseadas em carotenoides) dos animais são o nosso equivalente ao que é ser “sexy”, porque indicam a capacidade de um animal de se alimentar de forma eficiente.

Elas também fornecem informações sobre a fisiologia subjacente de um indivíduo. Os carotenoides ajudam a proteger os tecidos contra estresse oxidativo, então níveis mais elevados de coloração podem indicar robustez contra doenças cardiovasculares, diabetes, cânceres e outros processos degenerativos relacionados com a idade.

Carotenoides também parecem facilitar a atividade imunológica, e podem, portanto, sinalizar a capacidade de um animal de tolerar e/ou combater infecções.

Os seres humanos também, dentre muitas espécies, expressam pigmentação carotenoide. Inclusive, um estudo recente indicou que até mesmo pequenas variações no nosso consumo de carotenoide – principalmente na forma de frutas e legumes – podem levar a diferenças visíveis na cor da nossa pele.

E, claro, essas diferenças estão associadas com o quanto atraentes e saudáveis nós parecemos para as outras pessoas.

A nova pesquisa durou seis semanas. 35 voluntários foram analisados no início do estudo, com 3 semanas, e depois com 6 semanas.

A coloração das peles foi medida utilizando um espectrofotômetro, que emite luz em uma área de pele e registra quanto do que é refletido e que cores estão presentes na luz refletida, o que produz um resultado que indica leveza, vermelhidão e amarelamento do pedaço de pele examinado (sete, no caso desse estudo).

Em média, os voluntários relataram ingerir 3,4 porções de frutas e vegetais por dia (geralmente, especialistas recomendam 5 porções por dia).
Participantes que aumentaram o seu consumo ao longo do estudo pareciam mais bronzeados, um padrão que foi sem dúvida impulsionado por aumentos significativos nas cores vermelho e amarelo.

O resultado foi visto em todos os sete pedaços de pele examinados, e não apenas no subconjunto dos três no rosto. Também, as variações só foram perceptíveis depois de 6 semanas, e não 3.

Para ter certeza de que os padrões observados realmente resultaram do consumo de carotenoides, os cientistas examinaram mudanças na refletância da pele ao longo da gama de comprimentos de onda dominados por coloração carotenoide.

Os padrões experimentais foram comparados com as curvas de refletância de três diferentes carotenoides (alfa-caroteno, beta-caroteno, e licopeno), e com a melanina, o pigmento responsável pelo escurecimento de nossa pele.

A curva média de carotenoides alinhava estreitamente com a curva de refletância descrevendo o padrão observado nos participantes do estudo, o que parece ter sido impulsionado principalmente pelo licopeno, o carotenoide encontrado em frutas como tomate e mamão.

Os dados de refletância observados não foram, no entanto, semelhantes à curva de melanina. Juntas, as descobertas indicam que o aumento no consumo de frutas e vegetais – especialmente vermelhos brilhantes – pode resultar em alterações visíveis em nossa pele.

Como somos e como parecemos

Para saber que diferença isso fazia socialmente, os pesquisadores pediram que pessoas analisassem fotos dos participantes do estudo dizendo se pareciam atraentes, saudáveis, etc.

Os rostos que foram classificados como mais amarelados, mais saudáveis e mais atraentes foram aqueles com mudanças positivas na cor da pele baseadas no consumo de frutas e vegetais.

Uma diferença de pouco menos de 2 porções por dia já é suficiente para permitir uma discriminação de pele mais amarela, enquanto os rostos percebidos como mais saudáveis e atraentes consumiam 2,9 e 3,3 porções a mais por dia, respectivamente.

Os autores apontam que o tom original da pele pode desempenhar um papel importante, já que indivíduos asiáticos e africanos, por exemplo, têm geralmente tom de pele mais escuro do que os caucasianos e, portanto, requerem maiores mudanças na dieta a fim de alcançar diferenças visíveis na cor da pele.

Curiosamente, porém, um estudo anterior do mesmo laboratório descobriu que pessoas de todas as etnias achavam a pele amarelada mais saudável e atraente, independente da etnia da pessoa com a pele mais amarelada.

Existem ainda algumas perguntas sem resposta – por exemplo, as pessoas atingem um “ponto de saturação” em que o aumento do consumo de carotenoide não tem mais benefícios positivos? Como, exatamente, os carotenoides mudam a cor da nossa pele, como pigmentos, ou levando à melhora do fluxo sanguíneo? A visão de cores torna-se menos aguda com a idade, então maiores fluxos de carotenoides são necessários para chamar a atenção de espectadores mais velhos?

Quaisquer que sejam as respostas a estas perguntas, uma coisa é certa: nossos pais tinham razão em nos obrigar a comer frutas e vegetais.

Fonte: Meu Nutricionista

sábado, 9 de junho de 2012

E até feirante virou Nutricionista



O ditado costuma dizer “de médico e louco todo mundo tem um pouco”.... e eu digo que: "de Nutrição todo mundo ACHA que entende muito!" 

Hoje ouvi até o feirante falando que era quase um Nutricionista ao tentar vender suas verduras, só porque ele sabe que as verduras têm vitaminas. Em contrapartida, também assisti 3 matérias na TV que me preocuparam.

É incrível como a alimentação tem sido tema recorrente em todos os horários e canais na TV. A todo momento fala-se de uma fruta, uma nova dieta, uma nova pesquisa sobre os benefícios de um alimento, entre outros.
 
Enfim, Nutrição nunca esteve tão na moda!

O preocupante é que muitas vezes essa “avalanche” de informações é transmitida de maneira incompleta, ou consultam profissionais despreparados para falar sobre o assunto ou, até mesmo, a pessoa que assiste se prende apenas ao “faz bem”, “não engorda”, “poucas calorias”, palavras de uso comum nessas matérias.

As matérias que assisti hoje falavam sobre antioxidantes, chocolates e glúten. O que me chamou a atenção foram as entrevistas nas ruas, mostrando que de Nutrição as pessoas estão é bem carentes de informação! Na dos antioxidantes, algumas não faziam a menor ideia do que eram. Mas a de chocolates e glúten, essas foram as que me preocuparam...

Muitos entrevistados já sabiam que o chocolate “faz bem”, mas não sabiam em quais quantidades, bem demonstrada na pergunta “chocolate Diet pode ser consumido à vontade?”. É assim que as informações são transmitidas, infelizmente as pessoas aprendem que “faz bem”, mas acham (erroneamente) que isso é sinônimo de “oba, posso comer o quanto quiser!”, acreditam que “diet” é sinônimo de “não engorda” e por aí vai...

O glúten tem sofrido restrições até com as pessoas que não são celíacas, pois alguns famosos andaram retirando ele da dieta em busca de quilos a menos na balança. O “contém glúten” ou “não contém glúten” está em todas as embalagens de alimentos, porém, após a matéria que assisti, acredito que apenas aqueles que são celíacos ou conhecem algum celíaco realmente sabe o que essa informação significa e o porquê dela estar ali na embalagem. Parece que o que fica para os leigos é que glúten deve ser  algum tipo de "veneno" colocado nos alimentos.

Nutrição “está na moda” porque cada vez mais tem sido associada à boa saúde e por isso que me preocupa essa carência de informação. Claro que passam informações boas sim, mas é importante saber filtrar o que é falado e, principalmente, saber que o “faz bem”, “poucas calorias” e “ajuda a emagrecer” não quer dizer “liberado, coma o quanto quiser!”, da mesma maneira o “pode fazer mal”, “engorda”, “tem muitas calorias” também não deve ser encarado como “proibido, não passe nem perto!”. Em ambos os casos, lembre-se de uma palavra: equilíbrio!

E se, após aquela matéria na TV, você quiser experimentar novos alimentos, ótimo! Mas cuidado com mudanças radicais e exageros em busca de milagres prometidos. 

Ficou com dúvida? Procure o Nutricionista, que é o melhor profissional para falar sobre os alimentos e montar um cardápio individualizado, que atenda todas as suas necessidades!

Fonte: Meu Nutricionista