Nutrição é um processo biológico em que o homem, utilizando-se de alimentos, assimila nutrientes para a realização de suas funções vitais.
Quando ele não sabe bem como fazer isso, é ao nutricionisca que ele recorre.
É importante salientar que o Blog visa como caráter informativo e que para um tratamento adequado, é preciso consultar um nutricionista para um tratamento personalizado.

domingo, 8 de julho de 2012

Hipertensão arterial atinge 30% da população brasileira


No dia 26 de abril é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial, um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
A hipertensão atinge cerca de 30% da população brasileira e aumenta progressivamente com a idade, chegando a mais de 50% após os 60 anos, e também aumenta em quatro vezes os riscos de doenças arteriais coronárias quando comparado às mulheres com pressão arterial normal. Em indivíduos com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo, dieta hipersódica, hipercalórica e hipergordurosa) a doença se dá mais precocemente e com características de maior resistência ao tratamento.
 
A cada ano aumenta o número de óbitos no Brasil por doença arterial coronária (DAC) e são registrados, por ano, aproximadamente300 mil mortes por doenças do coração e cérebro no país, isto é, a cada dois minutos, ocorre um óbito em função destas doenças.
 
Estudos revelam, ainda, que a DAC cresce anualmente devido ao inadequado controle dos principais fatores de riscos cardiovasculares como a hipertensão, diabetes e o aumento do colesterol.
 
Segundo o cardiologista e clínico geral do HCor – Hospital do Coração, a hipertensão é caracterizada quando a pressão arterial está acima de 140 x 90 mmHg (milímetros de mercúrio) em adultos com mais de 18 anos, medida em repouso de quinze minutos, confirmada em três vezes consecutivas e em várias visitas médicas. Às vezes, a pressão pode subir como consequência de atividade física, estresse, drogas, alimentos, fumo, álcool e café. A pressão é considerada normal quando a pressão sistólica (máxima) não ultrapassa 130 e a diastólica (mínima) é inferior a 8 5 mmHg.
 
“O clínico geral tem papel fundamental na prevenção, diagnóstico e tratamento destas doenças. Primeiro porque cerca de 40% dos pacientes que chegam ao consultório do clínico, atualmente, apresentam estas doenças. Depois porque é o primeiro e, muitas vezes, o único profissional a ser procurado pelo paciente”, esclarece Dr. Abrão Cury.
 
Segundo a nutricionista do HCor, Camila Gracia, pessoas acima do peso também tem maior chance de desenvolverem a hipertensão. De modo preventivo, deve-se reduzir o consumo de sódio da alimentação, seja ele do sódio direto encontrado principalmente em alimentos industrializados (usado como conservante) e do sal propriamente dito, adicionado aos alimentos no preparo ou após o mesmo.
 
“Dessa forma, sugere-se que a alimentação seja mais rica em verduras, legumes e frutas e também que no preparo dos alimentos o sal adicionado e os temperos industrializados (molhos, cubos, pós etc.) sejam reduzidos. Para adicionar sabor aos alimentos, deve-se utilizar temperos naturais como alho, cebola, ervas aromáticas etc.
 
Além disso, alimentos fonte de cálcio - especialmente leite e derivados magros -, também se mostraram protetores na prevenção da hipertensão”, explica a nutricionista.
 
Tratamento para os hipertensos:
 
O tratamento ideal para a hipertensão arterial é o atendimento multiprofissional, envolvendo médico, psicólogo, nutricionista e enfermeiro. O maior problema do tratamento da hipertensão é que 50% das pessoas que têm pressão alta não seguem as recomendações. Em geral, as pessoas largam o tratamento por causa de efeitos colaterais dos medicamentos, dificuldade em fazer dieta, falta de estímulo para atividade física, dificuldade em largar o fumo e obrigatoriedade de retornar ao consultório médico frequentemente.
 
“O hipertenso precisa de tratamento amplo, que reúna remédios e recomendações sobre hábitos de vida saudáveis. Com o atendimento multidisciplinar há maior aderência às recomendações, como uso de medicamentos, dieta, prática de atividade física, suspensão do tabagismo e redução do consumo de bebidas alcoólicas, o que leva à melhora da qualidade de vida”, esclarece Dr. Cury.
 
A hipertensão está diretamente ligada a doenças cardiovasculares, como infarto, insuficiência cardíaca, hemorragias e embolias cerebrais, além de comprometer outros órgãos, em função das lesões que se instalam no sistema arterial. Essas doenças somadas são a principal causa de morte no Brasil.
 
“Para evitar a pressão alta, deve-se adotar hábitos saudáveis, reduzir o consumo de sal, abandonar o tabagismo, manter o peso ideal, evitar bebidas alcoólicas, aprender a conviver com o estresse, praticar atividade física regular, tomar os medicamentos como recomendado”, alerta o cardiologista do HCor.
 
A poluição do ar está relacionada à hipertensão:
 
A poluição do ar na cidade de São Paulo está relacionada ao aumento no atendimento de crises hipertensivas em unidades de emergência, ou seja, a maior concentração de poluentes atmosféricos, especialmente liberados pelos automóveis, pode afetar e elevar de forma significativa a pressão arterial das pessoas, principalmente as mais susceptíveis e as com mais de 60 anos de idade.
 
Esta é a principal conclusão da tese Efeitos da Poluição Atmosférica na Frequência de Atendimentos por Hipertensão Arterial em Unidade de Emergência na Cidade de São Paulo, desenvolvida pelo Dr. Abrão Cury.
 
O estudo foi realizado entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2003, envolvendo 16.573 pacientes, sendo 11.070 mulheres e 5.503 homens, atendidos no pronto-socorro do Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo com crise hipertensiva. Os dados sobre o atendimento foram comparados às informações sobre a poluição ambiental fornecidas pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB).
 
O estudo mostra que o aumento da concentração de Óxido de Nitrogênio, de Monóxido de Carbono e de Dióxido de Enxofre no ar, partículas liberadas principalmente pelos carros, afeta significativamente as pessoas, em especial as que têm alguma doença, e os idosos, podendo levar ao aumento da pressão arterial e à crise hipertensiva, importante fator de complicações médicas.

Fonte: Meu Nutricionista



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